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Dívida pública continua a subir e fecha primeira metade do ano em 98,1%

É o terceiro mês consecutivo de máximos absolutos no stock de dívida pública, que chegou a 287 mil milhões de euros, uma subida de mais de 16 mil milhões desde o início do ano.
Joaquim Miranda Sarmento
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, participa na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, no Ministério das Finanças, em Lisboa, 16 de janeiro de 2025. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
1 Agosto 2025, 11h19

A dívida pública portuguesa continua a crescer e a fixar novos máximos absolutos, tendo fechado a primeira metade do ano em 287 mil milhões de euros e com um rácio de 98,1% em função do PIB. É uma subida de mais de 16 mil milhões de euros desde o início do ano no stock, ou 6%, enquanto o aumento em junho foi fruto sobretudo dos títulos de dívida.

O comunicado do Banco de Portugal (BdP) desta sexta-feira fala numa subida de 2,5 mil milhões de euros em junho do stock de dívida pública, que chegou assim a 287 mil milhões, um novo máximo absoluto. É o terceiro mês consecutivo em que se fixa um novo máximo nesta série estatística e o sétimo em que o indicador cresce.

Ainda assim, em termos relativos, as subidas têm sido limitadas pelo crescimento do PIB. O rácio de dívida cresceu de 96,4% no final do primeiro trimestre para 98,1% no final do segundo, isto depois de fechar o ano em 94,9%.

A título comparativo, o ano passado fechou com 270,7 mil milhões de euros em dívida, o que refletiu um crescimento de menos de 9 mil milhões de euros durante a totalidade do ano. Em 2025, o primeiro semestre trouxe uma subida que já supera os 16 mil milhões.

“Esta variação refletiu o aumento dos títulos de dívida (2,1 mil milhões de euros), principalmente de longo prazo, dos empréstimos (0,2 mil milhões de euros) e das responsabilidades em depósitos (0,1 mil milhões de euros)”, explica a nota do banco central numa análise referente apenas ao mês de junho.

O BdP informa ainda que “os ativos em depósitos das administrações públicas totalizaram 28,2 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 3,9 mil milhões de euros relativamente a maio”.

“Deduzida desses depósitos, a dívida pública diminuiu 1,5 mil milhões de euros, para 258,8 mil milhões de euros”, completa o comunicado.


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