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Estudo da COTEC e da Nova IMS prevê que número de infetados com Covid comece a diminuir na próxima semana

Já os internamentos deverão continuar a subir até ao final de janeiro, esperando-se nessa data um total de 6.400 internados, dos quais cerca de 900 internados em cuidados intensivos, antevêem as mesmas instituições.
15 Janeiro 2021, 15h20

O número de infetados em Portugal com a Covid-19 deverá começar a diminuir já na próxima semana, prevê um estudo conjunto da COTEC e da Nova Information Management School (Nova IMS).

“Portugal poderá estar a viver um aumento temporário do nível de novos casos de Covid-19, mas que, de acordo com os especialistas em ciência de dados da NOVA Information Management School (NOVA IMS), não corresponde a uma situação de crescimento explosivo”, adianta um comunicado destas duas instituições.

Segundo Pedro Simões, professor catedrático da Nova IMS e coordenador do modelo ‘Covid-19 Insights’, “o atual aumento do nível de novos casos deverá retomar o movimento descendente no espaço de 10 dias”.

“O pico da incidência (novos casos) deverá acontecer em torno de 21 de janeiro, com valores abaixo dos 10 mil casos. Após esta data, a incidência deverá retomar o curso de descida observado antes do Natal. No final de janeiro, a incidência deverá ser inferior a nove mil casos diários”, explica este responsável.

O ‘dashboard Covid-19 Insights’ é uma plataforma que disponibiliza e analisa informação referente à pandemia e aos seus impactos, com recurso a métodos analíticos avançados, que resulta da parceria entre a COTEC Portugal e a Nova IMS.

“Já os internamentos deverão continuar a subir até ao final de janeiro, esperando-se nessa data um total de 6.400 internados, dos quais cerca de 900 internados em cuidados intensivos”, prevê o mesmo comunicado.

O documento em questão acrescenta que “as previsões do modelo apontam ainda para a possibilidade de ocorrência de 2.600 mortes adicionais até ao final do mês, altura em que o total de vítimas mortais, desde o início da pandemia, deverá ultrapassar as dez mil”.

Os modelos do ‘dashboard Covid-19 Insights’ incluem também, entre outros, os dados relativos à mobilidade dos portugueses e aos efeitos esperados do novo confinamento.

Pedro Simões Coelho nota que, “desde o início do ano, a população retomou e até intensificou o nível de autorrestrição à mobilidade que se observava antes do natal”.

De acordo com os responsáveis da COTEC e da Nova IMS, “na última sexta-feira, a deslocação a locais de retalho e diversão era cerca de 10% inferior à verificada a 18 de dezembro”.

“Comparando as mesmas datas, observa-se que a utilização de transportes públicos era igualmente cerca de 11% inferior e que a presença em zonas residenciais cresceu 3%. Apenas a presença em locais de trabalho permanece largamente inalterada desde o início de outubro, mostrando que não existe crescimento significativo do teletrabalho”, assinala o referido comunicado.

A nota em questão acrescenta que se trata de “um movimento voluntário, que leva à retração da mobilidade dos portugueses, antecipando as restrições que serão brevemente impostas pelas autoridades”, sublinhando que é “uma tendência idêntica à observada em outubro/novembro, quando uma autorrestrição aos comportamentos de mobilidade antecipou em larga medida o estado de emergência decretado em finais de novembro”.

 

 

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