Ida às urnas para votar nas eleições presidenciais será exceção no confinamento

Possibilidade de adiar as eleições face à onda pandémica foi em definitivo afastada esta quarta-feira. Ida às urnas para votar no dia 24 de janeiro, data das eleições presidenciais

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Mário Cruz/Lusa

As eleições presidenciais, marcadas para domingo, 24 de janeiro, é uma das exceções nas medidas de confinamento anunciadas esta quarta-feira por António Costa após reunião de Conselho de Ministros que decidiu as restrições à mobilidade que estarão em vigor a partir das 0h00 de dia 15 de janeiro e manter-se-á até às 23h50 de 30 de janeiro.

“As regras que repomos são essencialmente as mesmas que implementámos em março e abril com uma exceção que se prende com o calendário democrático das eleições presidenciais no próximo dia 24 de janeiro”, destacou António Costa.

De resto, o novo estado de emergência, proposto por Marcelo Rebelo de Sousa até 30 de janeiro, já previa a livre circulação para votar nas eleições presidenciais. “”Deve ser prevista a possibilidade de livre deslocação para o exercício do direito de voto nas eleições para o Presidente da República”, lê-se na proposta de decreto.

O primeiro-ministro António Costa anunciou esta quarta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros, um confinamento geral que irá começar às 0h00 de dia 15 de janeiro e manter-se-á até às 23h50 de 30 de janeiro, mas que não irá implicar o fecho das escolas e irá possibilitar a ida às urnas a 24 de janeiro, data das eleições presidenciais.

António Costa realçou que as medidas são praticamente iguais ao confinamento de abril de 2020, com exceção para os estabelecimentos escolares, que se irão manter abertos, mas também para o dia da ida às urnas a 24 de janeiro.

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