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Lucro da Galp quebra 6% para os 941 milhões de euros

O EBITDA da Galp desceu 7% para os 2,4 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Lucro IFRS desceu até setembro, mas lucro ajustado subiu 9% para 973 milhões de euros.
27 Outubro 2025, 07h34

O lucro da Galp nos primeiros nove meses do ano caiu 6% para os 941 milhões de euros em IFRS (International Financial Relations Standards), na tradução português refere-se aos princípios de contabilidade aceites internacionalmente. No terceiro trimestre a quebra foi de 2% para os 264 milhões de euros, face ao período homólogo.

Contudo se levarmos em consideração o lucro líquido ajustado a Galp reportou uma subida do lucro de 9% para os 973 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, face ao ano passado, e um crescimento de 53%, no terceiro trimestre, para os 407 milhões de euros.

O EBITDA desceu 7% para os 2,4 mil milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano. Neste parâmetro ao nível do upstream verificou-se uma quebra de 24% para os 1,2 mil milhões de euros, o industrial e midstream subiu 23% para os 854 milhões de euros, e o comercial cresceu 20% para os 281 milhões de euros, enquanto que o segmento das renováveis teve uma quebra de 10% para os 34 milhões de euros.

No terceiro trimestre o EBITDA aumentou 11% para os 911 milhões de euros. O segmento do upstream contribuiu com uma quebra de 14% para os 464 milhões de euros, o industrial e midstream teve uma subida de 91% para os 315 milhões de euros, e o comercial subiu 28% para os 119 milhões de euros e as renováveis quebraram 35% para os 16 milhões de euros.

Ao nível do EBIT verificou-se uma descida de 7% para os 1,9 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Neste mesmo parâmetro o segmento de upstream teve uma descida foi de 26% para os 981 milhões de euros, o industrial e midstream aumentou 28% para os 768 milhões de euros, o comercial sofreu um aumento de 31% para os 183 milhões de euros, e as renováveis tiveram um resultado negativo de sete milhões de euros face ao resultado positivo de dois milhões de euros do período homólogo.

No terceiro trimestre ao nível do EBIT verificou-se uma subida de 19% para os 740 milhões de euros. Neste mesmo parâmetro o segmento de upstream teve uma descida de 11% para os 382 milhões de euros, o industrial e midstream aumentou para os 283 milhões de euros face aos 133 milhões de euros do ano anterior, o comercial sofreu uma subida de 42% para os 84 milhões de euros, e as renováveis quebraram 82% para os dois milhões de euros.

As despesas de investimento ficaram em 93 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano e a dívida líquida caiu 20% para os 1,1 mil milhões de euros.

“O sólido desempenho operacional da Galp continuou no terceiro trimestre de 2025, suportando uma geração de cash flow (Fluxo de caixa livre) robusta e consolidando a nossa sólida posição financeira – algo reconfortante face ao actual sentimento macroeconómico. O nosso desempenho acumulado no ano reforça a nossa confiança na entregabilidade e resiliência. A Galp está bem posicionada para superar a sua atual projeção para 2025, tanto para o Ebitda como para o OCF, e mantém um breakeven de dividendos estimado abaixo dos 40 dólares/bbl para 2026.
A execução mantém-se sólida: a FPSO de Bacalhau iniciou a produção e irá impulsionar o crescimento do free cash flow a curto prazo, enquanto na Namíbia as negociações com uma lista restrita de licitantes preferenciais estão a avançar, com discussões que apoiam uma parceria que acrescente valor e forte alinhamento com o avanço com a Mopane. O progresso está dentro do calendário da Galp para um acordo até ao final do ano”, referiram os co-CEOs da Galp,  Maria João Carioca e João Marques da Silva.

Atualizado às 08h58 com os valores referentes ao lucro líquido ajustado


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