“Não é possível que o país pare. Serviços mínimos têm que ser garantidos”, diz CDS

No entender do CDS, a prioridade agora é garantir que o país não pare, tal como aconteceu em abril, e considera “razoável” os serviços mínimos decretados.

“Reconheço que o Governo desta vez está a agir mais rapidamente do que em abril. Mas para nós, o essencial é que na segunda-feira o Governo faça tudo o que o país não pare”, disse o deputado do CDS, Pedro Mota Soares, numa conferência de imprensa na Assembleia da República, esta quinta-feira.

Face aos serviços mínimos decretados, esta quinta-feira, pelo Governo, Pedro Mota Soares afirmou perante os jornalistas que “a lei tem de garantir efetivamente a prestação de serviços mínimos”, começou. “Não é tolerável vermos ameaças. Não é tolerável vermos sindicatos a dizerem que não estão disponíveis para cumprir serviços mínimos. Não é tolerável, e a lei tem que assegurar que os serviços mínimos são cumpridos”, vincou.

No entender do CDS, a prioridade agora é garantir que o país não pare, tal como aconteceu em abril, e considera “razoável” os serviços mínimos decretados. “O que não é possível é vermos um sindicato, 600 ou 700 pessoas, a bloquear o país com o impacto que isso hoje tem na economia. Não é possível que o país pare”, vincou durante a conferência de imprensa relembrando que o mês de agosto é o período em que os portugueses mais recorrem ao abastecimento de gasolina.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias que se inicia no dia 12 por tempo indeterminado. Estes incluem serviços a 100% do abastecimento destinado à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), portos, aeroportos e aeródromos que sirvam de base a serviços prioritários.

O Governo decretou ainda serviços mínimos de 100% para abastecimento de combustíveis para instalações militares, serviços de proteção civil, bombeiros e forças de segurança.

Para abastecimento de combustíveis destinados a abastecimento dos transportes públicos foram decretados serviços mínimos de 75%. Já nos postos de abastecimento para clientes finais, os serviços mínimos são de 50%.

 

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