Taxa de incidência no país nos últimos 14 dias foi de 726,2 casos por 100 mil habitantes

A taxa de incidência é neste momento o valor que mais preocupa as autoridades de saúde. Citando os dados do INSA, Marta Temido refere que a região norte acumula 1.264 casos por 100 mil habitantes neste período, fazendo desta a mais afetada do país.

Miguel A. Lopes/Lusa

Durante a conferência de imprensa sobre o balanço da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, Marta Temido informou que apesar da taxa de incidência estar a diminuir a taxa do risco de transmissão continua a aumentar, um fator que “levanta muitas preocupações”.

Citando os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a ministra da Saúde informou, esta quarta-feira, que Portugal apresenta uma taxa de notificação acumulada de 14 dias acima dos 480 casos por 100 mil habitantes, referindo que “neste momento a taxa de incidência a 14 dias por 100 mil habitantes é de 726,2 casos, com variações muito significativas entre o país”.

Assim, o Norte regista uma taxa de incidência de 1.264 casos por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, fazendo desta região a mais afetada pela Covid-19 neste momento (nas últimas 24 horas foram confirmados mais 3.191 diagnósticos positivos).

Na região Centro essa taxa situa-se nos 505 casos por cada 100 mil habitantes, em Lisboa e Vale to Tejo (LVT) é de 498, no Alentejo de 291 e no Algarve 255.

Quanto ao risco de transmissão (Rt), os dados do INSA, (recolhidos entre 9 a 13 de setembro), davam conta de um RT efetivo de 1,11 de média para o país e na região Norte. No Centro esse número é de 1,6, 1,08 em LVT, 106 no Alentejo e 1,04 no Algarve.

“Os dados do INSA apontam para uma incidência crescente apesar do risco de transmissão estar a reduzir-se”, explicou a responsável pela pasta da Saúde. “Estes dois aspetos não são antagónicos. Os riscos de transmissão devia situar-se abaixo de 1, estando acima de 1 continua a ser um aspeto que oferece preocupação. Ainda assim o que nos preocupa é a elevada incidência”, explicou.

No mesmo momento, Marta Temido explicou que o Ministério da Saúde tem “continuado o reforço do SNS”, admitindo que “a pressão epidemiológica tem levado a que sejam abertas novas camas de UCIs e que tenham sido feitos protocolos com outras entidades que estão a colaborar na resposta à Covid-19”.

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