O Twitter bloqueou as contas de mais de 120 pessoas na Índia, entre as quais estão jornalistas, políticos e ativistas. A rede social cedeu à pressão do governo daquele país, que emitiu avisos dirigidos precisamente ao Twitter nos quais requeria estes bloqueios, segundo avança o diário britânico “The Guardian”.
A decisão surgiu depois de a província de Punjab, no noroeste indiano, ter perdido o acesso à internet, num corte que afetou mais de 30 milhões de pessoas, durante um “caça ao homem” cujo alvo era um líder separatista da comunidade sique (predominante precisamente naquela região).
O co-fundador da agência Baaz News, focada na comunidade sique, Jaskaran Sandhu, foi um dos bloqueados pela rede do pássaro azul, depois de receber um mail onde era dito que a sua conta havia sido bloqueada na Índia. O Twitter não se referiu a qualquer atividade em específico que tenha levado a esta tomada de decisão.
“O governo indiano tornou norma adotar medidas draconianas e reprimir a dissidência de siques ou de outras comunidades minoritárias”, reiterou Sandhu, em declarações ao mesmo diário britânico. “A minha conta inteira, não um tweet concreto, foi banida na Índia. É uma censura geral e há silêncio absoluto do Twitter sobre isso”, referiu.
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