A comunicação social do Ocidente dá pouco relevo às questões dos BRICS e, em Portugal, menos ainda, pois é um assunto, predestinado, a não se falar ou a falar o menos possível, não se coadunando com a sua relevância crescente no mundo.
Von der Leyen tem razão ao afirmar que as instituições europeias foram concebidas para outro mundo. A pergunta que ficou sem resposta é o que a adaptação fará, por sua vez, às próprias instituições.
O acordo comercial Mercosul–União Europeia mostra o que está em jogo: uma parceria construída diretamente entre as duas regiões. Entretanto, seria um erro atribuir ao exterior as dificuldades da democracia brasileira.
Já não se trata apenas de comunicação entre humanos, mas também de uma interface entre a intenção humana e a execução automatizada. A especificação torna-se a fonte de verdade viva.