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JP Morgan destronado pelo Royal Bank of Canada como principal financiador de combustíveis fósseis

Apesar do Canadá querer liderar o contexto global das economias verdes, o Royal Bank of Canada destronou o JP Morgan como principal financiador da indústria dos combustíveis fósseis.
Zbynek Burival on Unsplash
16 Abril 2023, 16h59

O Royal Bank of Canada tem vindo a contrariar a estratégia do próprio governo do país para se tornar no maior financiador mundial da indústria dos combustíveis fósseis, tirando essa posição ao JP Morgan pela primeira vez desde 2019.

No final de dezembro do ano passado, o Canadá foi notícia por comprometer-se a acabar com os subsídios para a indústria dos combustíveis fósseis de forma a cumprir com os objetivos fixados durante a COP26 que teve lugar em Glasgow em 2021.

Seguindo essa estratégia, o Governo canadiano destinou 80 mil milhões de dólares (em forma de novos créditos fiscais) para impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis para que o país esteja na linha da frente a nível mundial como economia verde.

No entanto, explica o “El Economista”, nem todos os principais atores no contexto do país estão comprometidos com esta estratégia e o mais sonante é o Royal Bank of Canada (RBC) que no ano passado ganhou destaque ao destronar o JP Morgan como principal financiador desta indústria.

“Nos últimos tempos, os bancos canadianos assumiram cada vez mais o papel de prestamista de última instância dos projetos relacionados com os combustíveis fósseis que têm sido recusados pelos homólogos europeus. No caso do RBC, esse posicionamento traduziu-se em 2022 na concessão de 41,1 mil milhões de dólares para financiar empresas e atividades” altamente contaminantes como a extração de areias betuminosas e de gás e petróleo mediante pressão hidráulica, tal como se pode ler no relatório ‘Banking on Climate Chaos’ elaborado pela Rainforest Action Network. No total, as entidades bancárias do Canadá proporcionaram mais de 860 mil milhões de dólares a esta indústria desde a assinatura do Acordo de Paris em 2015”, escreve o El Economista.

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