[weglot_switcher]

Vieira Monteiro não vai vender a histórica sede do Totta e admite que possa ser um museu

“O edifício da Baixa é a sede histórica do banco e não está à venda nem temos intenção de vender”, disse o CEO do Santander Totta.
Cristina Bernardo
1 Agosto 2018, 14h00

O Presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, ao contrário do que acontece com os seus concorrentes, recusa-se a vender o edifício da Baixa de Lisboa.

O emblemático edifício da Rua do Ouro do princípio do século XX (conhecido pela fachada dos leões esculpidos) “vai ter utilidade no futuro, podendo vir a ser um edifício museu”, disse António Vieira Monteiro na conferência de imprensa de apresentação dos resultados semestrais.

“O edifício da Baixa é a sede histórica do banco e não está à venda nem temos intenção de vender”, disse o CEO do Santander Totta.

Foi a Casa Bancária José Henriques Totta que deu origem ao Banco Totta, o qual se fundiu com o Banco dos Açores e deu origem, em 1906, ao Banco Totta & Açores, nesta sede edificada na Rua do Ouro pelo Arquitecto Miguel Ventura Terra.

A fachada é da autoria de Pedro Pardal Monteiro e do escultor Jorge Pereira. As cabeças de leão são obra do escultor José Isidoro Carvalho Netto.

O BPI vendeu o quarteirão da Rua de São Julião na Baixa de Lisboa ao fundo Norfin, este imóvel é composto por cinco edifícios do século XVIII, de arquitetura pombalina, que o BPI foi comprando ao longo dos anos e ligando entre si até perfazer 11.100 metros quadrados de área. O BCP recebeu uma proposta e aceitou vender o edifício da Rua do Ouro na Baixa ao Sana Hotel, e a CGD também acordou vender o edifício da Baixa de Lisboa.

Também o Novo Banco vendeu a sede histórica perto do Terreiro do Paço, um edifício emblemático que está a ser transformado em 28 apartamentos de tipologias T0 e T2 e que deverá ficar terminado em 2019.

(atualizada)

 


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.