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Presidente dos Emirados pede fim da guerra na Ucrânia

Xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan está na Rússia, dado que o os Emirados Árabes Unidos são o país convidado do Fórum Económico de São Petersburgo. POucas vezes tem falado da Ucrânia.
16 Junho 2023, 19h00

O presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan, que não é propriamente conhecido por fazer viagens oficiais ao estrangeiro, está na Rússia, onde se encontrou com o seu homólogo Vladimir Putin. Ali, não se coibiu de debater o conflito com a Ucrânia com o seu principal instigador e não se esquivou a afirmar publicamente que “os Emirados Árabes Unidos continuam a apoiar todos os esforços destinados a alcançar uma solução política por meio do diálogo e da diplomacia – em direção à paz global e à estabilidade”.

Mohammed bin Zayed Al Nahyan está em São Petersburgo porque os Emirados são o país convidado de mais uma edição do Fórum Económico da cidade, que se realiza há mais de duas décadas.

O fortalecimento de laços diplomáticos mais fortes entre os dois países também estava na agenda à margem de um fórum económico. “Tenho prazer em estar aqui hoje, queremos construir essa relação e confiamos em vocês para isso”, disse, citado pela imprensa Mohammed a Putin.

Os Emirados Árabes Unidos estão entre os países que tentam manter uma postura publicamente neutra em relação à Rússia, ao contrário de grande parte do mundo ocidental. Em comentários cuidadosamente redigidos, Mohammed bin Zayed al-Nahyan disse que os Emirados Árabes Unidos querem ajudar a facilitar a paz e são a favor do esvaziamento da tensão e de uma “solução política”, segundo adianta a a agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos, a WAM.

Putin agradeceu ao “parceiro” da Rússia, nomeadamente pelo seu papel na ajuda à troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, que se vai processando desde há meses.

Os Emirados Árabes Unidos têm tentado evitar tomar publicamente partido na guerra, ou sequer comentá-la, dizendo que preferem evitar mais violência encorajando ações diplomáticas. Abu Dhabi não se juntou às sanções ocidentais à Rússia e é um dos poucos países que mantém voos diretos para Moscovo. Os bilionários russos que escapam das sanções também encontraram um porto seguro nos Emirados Árabes Unidos – onde podem contar com contas não congeladas e a posse total dos seus ativos.

Não obstante, os Emirados são um aliado dos Estados Unidos. Prova disse reside, por exemplo, no facto de ter sido um dos poucos países árabes que aceitou rapidamente assinar os Acordos de Abraão – que o antigo presidente Donald Trump criou para que o mundo muçulmano estabelecesse relações diplomáticas com Israel. De qualquer modo, o país sabe que a força crescente que a China tem construído no Médio Oriente aconselha a que a Rússia (país da OPEP) não seja totalmente rejeitada enquanto parceira.


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