A taxa de juro aplicada à totalidade dos contratos de crédito à habitação atingiu o valor mais elevado em 14 anos, desde abril de 2009, ao subir 25,1 pontos base (p.b.) para 3,649% em junho (após 3,398% em maio). Nos contratos celebrados nos últimos três meses observou-se uma subida dos juros de 3,882% em maio para 4,132% em junho, sendo este o valor máximo desde maio de 2012.
De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a prestação média foi de 361 euros em junho, o que reflete um aumento de nove euros face a maio. Em comparação com junho do ano passado, contabilizou-se um aumento homólogo de 38,3%.
Do valor total (361 euros), 192 euros (53%) são referentes ao pagamento de juros, ao passo que os restantes 169 euros (47%) correspondem ao capital amortizado. De referir que, em junho de 2022, a componente de juros representava apenas 16% do valor médio da prestação (261 euros)
Olhando unicamente aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu 18 euros em junho, face ao mês anterior, até aos 609 euros (mais 48,9% do que no mesmo mês de 2022).
O capital médio em dívida subiu 127 euros para a totalidade dos contratos face a maio e está agora em 63.296 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida alcançou os 122.570 euros, uma redução de 1.495 euros face a maio.
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