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Sindicato dos Quadros quer aumento de mais de 3% no BCP por causa dos lucros

“Por tudo isto, teimar em manter uma proposta de três pontos percentuais, quando quase todo o setor alinhou em quatro e meio, ou valor superior, é irrazoável, desvalorizador dos trabalhadores”, diz o SNQTB.
4 Agosto 2023, 15h13

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) “exige” que o BCP “atualize de forma justa e razoável as tabelas salariais
tendo em conta os excelentes resultados do banco”.

Bancos sobem proposta de aumentos para 3%. Sindicatos consideram valor “inaceitável”

Em comunicado, o SNQTB lembra que o BCP teve lucros de 423 milhões de euros no primeiro semestre, dos quais 353,7 foram relativos à atividade em Portugal, e que aprovou aumentos de 3%, “quando quase todo o setor alinhou em 4,5%”.

“Apesar de conhecidos os problemas que o Grupo BCP ainda mantém noutras geografias, nada impede que os trabalhadores em Portugal vejam reconhecido o seu esforço e sejam compensados devidamente por isso, tendo também em conta a perda de poder de compra a que os trabalhadores bancários (ativos e reformados) foram sujeitos em 2023”, refere o sindicato.

“Importa recordar que os trabalhadores do BCP de outros países não deixaram de ter atualizações salariais e de beneficiar da normal progressão de carreira nos anos em que a operação portuguesa atravessou dificuldades. Período que foi ultrapassado com o contributo e o esforço dos seus trabalhadores”, acrescenta o SNQTB.

Neste contexto, o SNQTB diz que “tem estado a desenvolver todos os esforços para que o BCP atualize as tabelas salariais, e demais rubricas de expressão pecuniária, em linha com os valores já acordados na mesa negocial da Associação Portuguesa de Bancos, bem como no sentido de assegurar que nenhum dos níveis remuneratórios fique abaixo do Acordo Coletivo de Trabalho do setor bancário”.

 


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