[weglot_switcher]

Infarmed garante que Portugal não desperdiçou seis mil doses da vacina da Covid-19

O Infarmed assegura que estão a ser administradas seis doses do fármaco por frasco, conforme tinha anunciado a 30 de dezembro.
8 Janeiro 2021, 10h28

O regulador português garante que não foram desperdiçadas seis mil doses da vacina da Covid-19 da Pfizer-BioNTech, assegurando que estão a ser administradas seis doses do fármaco por frasco, conforme tinha sido informado pelo próprio Infarmed, a 30 de dezembro.

“A possibilidade de extrair seis doses foi confirmada, permitindo a administração de seis doses por frasco, desde que fosse sempre verificado e assegurado o volume de 0,3 mililitros previamente a cada administração”, lê-se no comunicado enviado pelo Ministério da Saúde, esta sexta-feira, às redações.

O alerta chega depois do jornal “Expresso” ter noticiado que Portugal desperdiçou cerca de seis mil doses da vacina, uma vez que não existe uma norma da Agência do Medicamento Europeia (EMA), a pedido da Pfizer-BioNTech, para que sejam preparadas seis e não cinco doses por frasco. Ou seja, por cada frasco, embora seja possível vacinar seis pessoas, os profissionais de saúde têm apenas permissão para inocular cinco doses e o mesmo se sucede por toda a Europa.

O pedido de alteração das doses foi entregue ao regulador europeu no dia 30 de dezembro, e segundo o Infarmed, a avaliação será hoje concluída.

“Esta orientação foi dada no contexto da discussão em curso, no âmbito da rede, integrada pelo INFARMED, de autoridades reguladoras do medicamento da União Europeia e da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), tendo a empresa titular de Autorização de Introdução no Mercado submetido formalmente o pedido de alteração da extração do número de doses por frasco, cuja avaliação será hoje concluída e que será objeto de comunicação posterior”, esclarece a nota governamental, que adianta que o plano de vacinão em Portugal será atualizado conforme as novas orientações.

“É, portanto, falso que Portugal tenha desperdiçado a sexta dose, conforme o Expresso noticia. Ainda assim, importa afirmar que a utilização da sexta dose cumpriu com todas as regras de segurança e qualidade aplicáveis à reconstituição e administração de fórmulas medicamentosas”, conclui a nota.

  • Notícia atualizada às 12h08 com a reação do Infarmed

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.