O Estado de Itália pode acelerar a venda de uma participação no banca italiano Monte dei Paschi di Siena, o mais antigo do mundo ainda a funcionar. O objetivo é melhorar as finanças públicas neste contexto de abrandamento do crescimento económico do país, explicou este sábado o Governo.
“A Itália pode decidir sobre Monte Paschi no curto prazo”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, em entrevista à “Bloomberg” à margem do Fórum Ambrosetti, organizado pela consultora European House – Ambrosetti, esta semana, em Itália. O famoso evento anual, que vai na 49ª edição, decorre até amanhã em Cernobbio.
“Precisamos de menos Estado e de mais empresas na economia, também para atrair novos investimentos do exterior”, argumentou o governante, em declarações ao canal de televisão da agência. Segundo Antonio Tajani, o seu partido Forza Italia, da coligação que formou o Governo italiano, apoia este esforço de privatização, até porque pode financiar várias reformas, nomeadamente fiscais e judiciais.
O Monte dei Paschi di Siena, fundado em 1472 em Siena, foi resgatado por Roma, num valor de 5,4 mil milhões de euros, em 2016.
Ontem, veio a público que e economia italiana contraiu 0,4% no segundo trimestre deste ano, em cadeia, e cresceu 0,4% em termos homólogos. Já no primeiro trimestre de 2023, o PIB de Itália tinha crescido apenas 0,5%, comparativamente aos meses de janeiro a março deste ano, e aumentado 1,8% em relação a 2022, de acordo com o Istat.
A venda de participações minoritárias em determinadas empresas com capital público é uma ideia partilhada pela coligação do Governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, conforme tem vindo a ser noticiado pela imprensa internacional.
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