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“Cozinhar é um ato de amor. Quero ver as pessoas felizes”

Uma mulher que não tem medo. A chef Justa Nobre, dona d’ONobre, falou ao Jornal Económico sobre a sua carreira de 46 anos e de como se sente feliz no seu habitat: entre os tachos.
7 Outubro 2023, 09h00

Chegámos ao O Nobre e Justa estava em chamada a resolver problemas inerentes ao seu mundo, mas rapidamente se juntou no sofá à conversa, onde ficou prometida nova visita.

O que a continua a atrair neste mundo da cozinha?
É a paixão que eu tenho pela cozinha. Esta profissão entranha-se em nós e não sai. Já são mais de 45 anos [de carreira].
Este ano ganhei o Prémio Carreira. É como digo: é uma profissão que se entranha e é difícil de sair. Ainda por cima tenho o meu próprio negócio há muitos anos e é uma coisa que adoro. Adoro cozinhar, adoro ensinar. Esta é uma profissão em que temos de gostar muito dela, e é o meu caso.

Não pensa abdicar dela para abrir outros horizontes?
Já expandi horizontes mas sempre na mesma área. É aquilo que nós queremos fazer.
Tenho serviços de consultoria, sempre na área da cozinha. Já viu eu agora montar uma sapataria ou cabeleireiro? Não percebo nada disso. Eu percebo e gosto é mesmo de cozinha.

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