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Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 811,2 mil milhões em agosto

Em agosto, o endividamento do setor privado subiu 1.300 milhões de euros, com o endividamento das empresas privadas a aumentar 1.300 milhões essencialmente perante as empresas (1.000 milhões), devido à emissão de títulos de dívida de longo prazo. O endividamento dos particulares caiu 0,1 mil milhões de euros, principalmente junto do setor financeiro.
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23 Outubro 2023, 12h38

A dívida das famílias, empresas e Estado subiu em agosto face a julho. Mas os particulares estão menos endividados juntos da banca.

O endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 1.400 milhões de euros em agosto face a julho deste ano, para 811,2 mil milhões de euros, revelou hoje o Banco de Portugal (BdP) nas estatísticas do endividamento do setor não financeiro atualizadas para agosto de 2023.

Deste total, 445 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 366,2 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

O endividamento do setor privado subiu 1,3 mil milhões de euros em agosto, sendo que “o endividamento das empresas privadas aumentou 1,4 mil milhões de euros, essencialmente perante as empresas (1,0 mil milhões de euros), devido à emissão de títulos de dívida de longo prazo. O endividamento dos particulares decresceu 0,1 mil milhões (100 milhões de euros), principalmente junto do setor financeiro”, refere o BdP.

Quanto ao endividamento do setor público, aumentou em 100 milhões de euros, traduzindo um acréscimo perante as administrações públicas (600 milhões de euros) e uma redução junto do exterior (500 milhões de euros).

Em termos homólogos, face a agosto de 2022, o endividamento das empresas privadas teve um crescimento praticamente nulo, após ter aumentado em julho 0,6% em relação ao mesmo mês homólogo do ano anterior.

Já o endividamento dos particulares decresceu 0,1% relativamente ao período homólogo, menos 0,4 pontos percentuais do que em julho.


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