[weglot_switcher]

EDP Renováveis dispara em dia de avanços nos mercados

A desinflação nos EUA superou as expetativas, o que leva os investidores a uma maior crença no travão à subida dos juros. Nesta medida, observam-se ganhos de confiança dos mercados.
14 Novembro 2023, 17h01

A bolsa de Lisboa deu um salto de 0,63% na sessão desta terça-feira, até aos 6.340,49 pontos. Em destaque ficou o sector da energia, com ganhos acentuados que empurraram o PSI para as negociações em terreno positivo. Lá fora, as sensações são idênticas a beneficiar da desaceleração da inflação nos EUA superar as expetativas.

Os títulos da EDP Renováveis dispararam 4,43%, até aos 16,16 euros, seguidos pelos da EDP, que se adiantaram 2,71% e alcançaram os 4,275 euros. No caso da Greenvolt, houve uma subida de 2,44%, para 6,725 euros, ao passo que a REN avançou 0,82%, até aos 2,45 euros.

Em sentido contrário, a NOS derrapou 1,03%, para 3,45 euros e o BCP recuou 0,70% e os títulos ficaram-se pelos 0,2856 euros.

Entre os índices europeus, a Alemanha ganhou 1,77%, Espanha adiantou-se 1,64%, enquanto o Euro Stoxx 50 subiu 1,43%, seguido por Itália, que ganhou 1,42%. A subida mais ligeira foi do índice do Reino Unido, em 0,17%.

No barril de crude, regista-se uma subida de 1,38%, até próximo dos 80 dólares.

De acordo com a análise do departamento de mercados acionistas do Millenium Investment Banking, “a sessão foi de grande otimismo nas bolsas europeias, num sentimento partilhado pelas congéneres de Wall Street”.

“A revelação de que a inflação nos EUA caiu mais que o esperado em outubro gerou de imediato uma descida dos juros da dívida soberana dos dois lados do Atlântico e deixou os investidores ao rubro. Isto porque faz acreditar que desta forma o ciclo de subida de taxas de juro por parte do banco central norte-americano pode ter chegado ao fim”.

“Neste contexto o setor de Imobiliário foi o grande vencedor do dia, ao disparar 7%, e os mais cíclicos, como o Tecnológico e o de Recursos Naturais, também registaram ganhos significativos”, aponta-se naquela análise.

“A confirmação de que a economia da zona euro contraiu 0,1% no 3.ºtrimestre deste ano, em linha com o que tinha sido sinalizado pelo valor preliminar e que deixa o bloco mais perto de uma recessão técnica, foi deixada para segundo plano, até porque foi ofuscada ainda por notícias de que a União Europeia está a discutir a possibilidade de prolongar temporariamente uma trégua com os EUA relacionada com o comércio de aço e alumínio, bem como de que a China pretende fornecer novos estímulos no mercado imobiliário”, lembram os mesmos analistas.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.