[weglot_switcher]

BBVA e Sabadell: Fusão que promete criar um banco mais forte e competitivo

De acordo com o presidente do BBVA, com a fusão, a nova entidade deverá aumentar sua capacidade de concessão de crédito em cinco mil milhões de euros anuais a famílias e empresas.
21 Março 2025, 13h58

Carlos Torres, presidente do BBVA, declarou na assembleia geral realizada no Palácio Euskalduna em Bilbau que a fusão com o Sabadell resultará numa instituição financeira mais robusta para todos, destacando que a maior escala e os melhores resultados são vantajosos. “É fundamental que sejam os acionistas do Sabadell a decidir”, acrescentou.

Durante a sua intervenção, Torres enfatizou que a Europa enfrenta um momento crítico para a sua transformação e a necessidade de consolidar o seu papel de liderança global, exigindo bancos sólidos e competitivos para direcionar investimentos a projetos estratégicos.

A oferta pública de aquisição (OPA) sobre o Sabadell é vista por Torres como parte deste panorama. Com a fusão, a nova entidade deverá aumentar sua capacidade de concessão de crédito em cinco mil milhões de euros anuais a famílias e empresas.

Os compromissos do BBVA perante a Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) visam garantir a inclusão financeira, a coesão social, o crédito às pequenas e médias empresas (PMEs) e a competitividade no setor.

Torres expressou plena confiança no sucesso da operação, afirmando que o novo banco manterá o centro corporativo em Sant Cugat (Barcelona) como um núcleo decisivo e reforçará o apoio ao tecido científico, empresarial e cultural nas regiões de maior presença.

Além disso, o presidente do BBVA confirmou que as duas marcas serão utilizadas nas áreas e negócios onde houver interesse comercial significativo. “Os acionistas do BBVA e do Sabadell serão proprietários de um banco mais bem preparado para o futuro, com maior escala e capacidade de gerar sinergias significativas, aumentando o lucro por ação, o dividendo por ação e a rentabilidade sobre o capital investido, tudo com um impacto limitado no capital”, afirmou.

A OPA ainda aguarda o parecer da CNMC e a aprovação governamental, mas Torres está confiante de que obterá as autorizações necessárias. Assim que as autoridades autorizarem a OPA, “chegará o momento dos acionistas do Sabadell e é importante que sejam eles a decidir”, reiterou.

Durante o seu discurso, Carlos Torres destacou a valorização do investimento no BBVA, que, somando ações e dividendos, se multiplicou por quatro desde 2019, superando a performance da banca europeia e espanhola.

Ressaltou ainda o impacto positivo na sociedade, através dos salários de 126.000 trabalhadores, pagamentos a fornecedores, impostos e provisões de crédito para lidar com possíveis incumprimentos.

“Somos indiscutivelmente o banco europeu líder em rentabilidade, com uma rentabilidade sobre o património tangível (Rote) de 20%, combinando essa maior rentabilidade com um crescimento sustentado”, concluiu.

 


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.