Todos os dias, milhares de condutores perdem horas no trânsito por causa do congestionamento das estradas. No ano passado, em Lisboa, cada condutor perdeu 162 horas no trânsito por causa da congestionamento das estradas da capital portuguesa.
Os dados foram apresentados pela Inrix, uma empresa especializada na gestão do trânsito, através de cloud computing e de big data, e que obtém dados sobre o fluxo de trânsito através de sensores colocados nas estradas ou fornecidos por veículos, que realizou o estudo Inrix Global Traffic Scorecard 2018.
O estudo da Inrix revela ainda que o tempo perdido no trânsito tem um custo económico associado. Utilizando dados fornecidos pelo Departamento de Transportes Federal dos Estados Unidos, a Inrix explicou que, em Boston, os condutores perderam até 2.291 dólares por ano, e os condutores na capital norte-americana, Washington D.C, perderam 2.161 dólares anualmente. No acumulado do país, os norte-americanos perderam cerca 87 mil milhões de dólares por ano, a um média de 1.348 dólares por condutor.
Rede 5G e a oportunidade de negócio dos carros autónomos
Apesar de tudo, as horas perdidas no trânsito poderão transformar-se numa oportunidade de negócio. Com a massificação da rede 5G, que aumenta a largura de banda dos dados, os dispositivos ligados à internet vão passar a comunicar entre si a grandes velocidades. Isto, claro, incluirá os carros, que passarão a ser autónomos, mais tarde ou mais cedo.
“Para os carros autónomos ganharem vida, será necessário estabelecer o 5G, e vão passar a conectar-se uns aos outros”, explicou o managing director da Visa para a Europa, Antony Cahill.
Com os carros autónomos a comunicarem entre si, no futuro, vai “absolutamente assistir-se à ascensão dos micropagamentos”, antecipou o administrador da Visa. Isto é, “imagine-se que para um condutor, que valoriza mais do que chegar a tempo ao trabalho. O carro dele poderá enviar uma mensagem ao meu a dizer ‘pago-te [cinco cêntimos] se te afastares do caminho e me deixares passar primeiro'”.
“Veremos micropagamentos de trás para a frente através dos dispositivos conectados que vão imitar os comportamentos dos condutores”, realçou Antony Cahill.
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