A Nixar desenvolve tecnologia que automatiza o social selling, ou seja, transforma a ligação entre marcas e criadores de conteúdo em vendas reais. Utilizando inteligência artificial e integrações com plataformas de e-commerce e redes sociais, identifica automaticamente criadores relevantes, lança campanhas e mede o impacto nas vendas em tempo real. “Lançámos a Nixar num momento em que o mercado ligado ao social commerce e ao marketing de influência está a crescer rapidamente, com taxas anuais de mais de 30%. Cada vez mais consumidores compram diretamente através de redes sociais e as marcas continuam a intensificar o investimento em canais digitais de venda e promoção”, diz Luís Roque, CEO da Nixar, ao Jornal Económico.
O modelo de negócio da Nixar assenta exclusivamente na partilha de receitas (revenue share), o que significa que as marcas apenas pagam quando as vendas são efetivamente convertidas. Isto permite que marcas de qualquer dimensão escalem as suas vendas através de canais sociais de forma eficiente, transparente e sem riscos financeiros iniciais. O target principal são PMEs ligadas à moda. Em sentido inverso, a Nixar oferece aos criadores de conteúdo uma partilha de receitas de 50%, valor significativamente superior às margens das agências tradicionais. Com isto, não só beneficia as marcas, como cria um ecossistema mais justo e sustentável. “Trabalhamos atualmente com marcas de moda nos mercados de Portugal e do Reino Unido, com especial foco em marcas emergentes que já operam a nível internacional. Em paralelo, estamos a preparar o anúncio para breve de uma parceria com uma marca de referência do panorama nacional, que marcará um passo importante na consolidação e expansão da Nixar”, acrescenta Luís Roque.
O que antes apenas estavam ao alcance de grandes empresas e marcas, com orçamentos de campanha a começar nos 30 mil euros, ficam agora acessível a qualquer negócio com custos de configuração zero e nenhumas taxas de gestão. “Em 2026, pretendemos acelerar a nossa expansão internacional. Contamos com um investidor dos Estados Unidos, o que nos tem permitido preparar de forma estruturada a entrada nesse mercado, prevista para a segunda metade do ano. Em paralelo, vamos continuar a reforçar a nossa presença no Reino Unido. Para o próximo ano, esperamos um crescimento muito significativo da faturação, impulsionado pela consolidação nos mercados onde já operamos e pela entrada progressiva nos EUA. Com base na tração atual e na escalabilidade do modelo, o objetivo é atingir um nível de receitas próximo dos sete dígitos, refletindo a maturação da plataforma e o aumento da adoção por parte das marcas”, conclui o CEO da Nixar ao Jornal Económico.
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