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“É muito bonito de se ver”, mas serão as algas vermelhas no Algarve prejudiciais à saúde?

A maré de algas vermelhas invadiu as águas algarvias na segunda-feira.
DR Daniel Poloha / Shutterstock
18 Junho 2019, 12h47

As praias entre a Ilha do Farol e Vilamoura, no Algarve, foram interditadas esta segunda-feira a banhos devido a uma concentração de uma alga marinha que pode ser “potencialmente perigosa para a saúde pública”.

Em declarações à agência Lusa, o diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirmou que “foi detetada no domingo uma densidade significativa de uma espécie de alga vermelha que pode ser perigosa para a saúde pública, tendo sido decidido, em conjunto com a autoridade de Saúde, desaconselhar os banhos numa vasta área entre a Ilha do Farol e Vilamoura”.

Contudo, a vice-reitora da Universidade do Algarve, que é bióloga marinha já refutou a ideia de que este fenómeno pode ser prejudicial para a saúde.

Numa entrevista à TSF, a bióloga marinha Alexandra Teodósio, afirmou não haver qualquer perigo inerente ao contacto com estes micro-organismos. “Esta espécie [dinoflagelados] não é prejudicial aos banhos, a pessoa pode tomar banho na mesma”, assegura. Estes organismos chegam a ter uma componente atrativa, já que por serem “uma espécie bioluminescente” — durante a noite produzem  fluorescência — dão origem a um fenómeno “muito bonito de ver”.

“Há sítios, como a Tailândia, onde as pessoas pagam para fazer esta atividade”, acrescentou a especialista.

A necessidade de perceber qual é, ao certo, a espécie destas algas foi premente, até porque “há dinoflagelados que não podem ser engolidos, são paralisantes. Não é o caso”, garantiu em entrevista.

Se, para as pessoas, esta alga não representa qualquer perigo, o mesmo não pode dizer-se acerca dos bivalves da região: “Estão interditos. Não se pode consumir bivalves nem outros organismos que sejam filtradores.”


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