Os maiores fabricantes chineses de baterias viram a sua capitalização bolsista disparar mais de 70 mil milhões de dólares desde que os EUA e Israel atacaram o Irão.
CATL, Sungrow e BYD (que também produz veículos eletrificados) produzem baterias e equipamentos de armazenagem e têm superado a performance de algumas das maiores petrolíferas globais desde o início da guerra. Cotadas em Hong Kong tiveram subidas na casa dos 20% cada uma.
Num mundo em que o petróleo tem atingido valores acima dos 100 dólares por barril, os investidores estão à procura de alternativas para garantir a transição energética, mas também a segurança de abastecimento.
A China deverá aumentar o seu esforço de “eletrificar tudo”, a par de outras grandes economias asiáticas como o Japão, Coreia do Sul ou Taiwan.
“Isto muda todo o paradigma de energia. Mesmo que a guerra acabe no próximo mês, já não há retorno”, disse ao “Financial Times” Neil Beveridge analista da Bernstein.
O resultado deixa a milhas petrolíferas como a Chevron, ExxonMobil, BP ou Shell com ganhos entre os 5% e os 15%, apesar do disparo no preço do petróleo.
As baterias surgem como uma a grande solução para as redes elétricas, para armazenar energia em horas de maior produção para vender à rede em horas de maior procura, e a preços mais altos. Isto é particularmente importante para a energia solar que prevê somente durante o dia, altura em que os preços caíram para níveis muito baixo, beneficiando consumidores, mas complicando as contas aos produtores.
O mercado chinês de baterias com mais capacidade deverá disparar dos 48 mil milhões de dólares de 2025 para quase 200 mil milhões em 2032, segundo a previsão da Mobiliy Foresights.
“Os países da Ásia de Leste que mais estão dependentes do gás vão enfrentar um grande choque económico, apesar da sua distância ao conflito”, disse Li Shuo do Asia Society Policy Institute, defendendo que os países em desenvolvimento deveriam também investir em energias limpas para evitar choques energéticos no futuro.
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