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Grupo Casais defende Build to Rent e construção industrializada como resposta à crise da habitação

A posição foi apresentada por António Carlos Rodrigues, CEO da construtora, na conferência “Build to Rent: Da Oportunidade à Execução”, integrada na primeira sessão Connect to Build.. Segundo o responsável, o problema da habitação no país resulta de uma falta estrutural de oferta perante uma procura em crescimento, num contexto em que o capital não é o principal obstáculo.
2 Maio 2026, 11h41

O Grupo Casais defendeu, no Salão Imobiliário de Portugal (SIL), que o modelo Build to Rent e a construção industrializada devem assumir um papel central na resposta à crise habitacional em Portugal. A posição foi apresentada por António Carlos Rodrigues, CEO da construtora, na conferência “Build to Rent: Da Oportunidade à Execução”, integrada na primeira sessão Connect to Build.

Segundo o responsável, o problema da habitação no país resulta de uma falta estrutural de oferta perante uma procura em crescimento, num contexto em que o capital não é o principal obstáculo. O desafio, afirmou, está na capacidade de os promotores assumirem o risco do licenciamento e de existirem entidades capazes de executar as obras com escala e eficiência.

O Grupo Casais considera que o Build to Rent representa uma mudança de paradigma no setor imobiliário, ao passar da lógica de “construir para vender” para “construir para usar”. A empresa sublinha ainda que este modelo já ganhou expressão através da parceria com a Sonae Sierra, descrita como o primeiro projeto Build to Rent 100% privado em Portugal.

António Carlos Rodrigues alertou também para a inadequação de parte da legislação ao novo modelo de habitação, apontando regras como a obrigatoriedade de lugares de estacionamento como um entrave a projetos pensados para residentes com maior dependência de mobilidade urbana sustentável. Para o CEO, o mercado português terá de se adaptar a uma população mais móvel e a uma maior procura por soluções de arrendamento profissional.

A empresa defende ainda que, sem industrialização da construção, será difícil responder à dimensão do desafio habitacional. O grupo sustenta que o setor enfrenta uma quebra demográfica na força de trabalho, com 34% dos trabalhadores acima dos 54 anos, grupo que considera essencial na indústria e que deverá reformar-se nos próximos 10 anos.

No plano empresarial, o Grupo Casais encerrou 2025 com um volume de negócio agregado de cerca de 1.018 milhões de euros, dos quais 550 milhões em Portugal e 468 milhões no estrangeiro. Fundada em 1958, a empresa opera atualmente em 18 países e posiciona-se como uma das cinco principais construtoras nacionais.

O Salão Imobiliário de Portugal (SIL) realizou-se de 23 a 25 de abril de 2026 na FIL – Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, em Lisboa.


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