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Banco Montepio elege Manuel Ferreira Teixeira para Presidente da Comissão de Auditoria

Depois da carta do Banco de Portugal a alertar para a necessidade do Banco Montepio encontrar uma solução para estabilidade dos órgãos sociais, eis que o banco já substituiu Luís Guimarães que saiu em 30 de setembro. Só falta a questão do CEO, que terá de ser Dulce Mota.
Cristina Bernardo
4 Outubro 2019, 17h47

O Banco Montepio já decidiu quem substitui o administrador e Presidente da Comissão de Auditoria, Luís Eduardo Henriques Guimarães, que cessou funções no último dia de setembro depois de se ter demitido umas semanas antes. O administrador não executivo e novo Presidente da Comissão de Auditoria é Manuel Ferreira Teixeira.

Em comunicado ao mercado a Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, (Banco Montepio) informou  que “considerando a não designação pela Assembleia Geral de novo Presidente da Comissão de Auditoria, esta Comissão deliberou designar o Dr. Manuel Ferreira Teixeira para exercer as funções de Presidente da Comissão de Auditoria, nos termos  do artigo 423º C do Código das Sociedades Comerciais e do nº 2 do artigo 17º dos Estatutos do Banco Montepio.
A composição atual dos órgãos sociais do Banco Montepio passa a ser a seguinte:

A lista de órgãos sociais publicada juntamente com o comunicado reporta Carlos Tavares como presidente do Conselho de Administração. Amadeu Ferreira de Paiva; Manuel Ferreira Teixeira; Vítor Martins; Rui Heitor; Pedro Gouveia Alves e Carlos  Ferreira Alves.

Como vogais não executivos, surge à cabeça Dulce Mota; segundo-se Nuno Mota Pinto, José Carlos Mateus; Pedro Ventaneira; Carlos Leiria Pinto; Helena Costa Pina e Leandro Silva.

Não há ainda CEO, que pelos estatutos tem de ser eleita em Assembleia Geral como vice-presidente do Conselho de Administração.

Tal como noticiado pelo Jornal Económico, o banco terá previamente de pedir à comissão de avaliações para emitir um parecer sobre o nome de Dulce Mota para CEO. O que ainda não está concluído.

Tal como noticiado pelo Económico, o Banco de Portugal (BdP) escreveu uma carta à Associação Mutualista Montepio Geral e à administração do Banco Montepio a exigir que o banco encontre uma solução para estabilidade dos órgãos sociais, o que implica a definição da presidência executiva, que está temporariamente a ser desempenhada por Dulce Mota, apurou o Jornal Económico junto de fontes próximas ao processo.

Na carta, enviada na sequência da demissão, em agosto, de Luis Guimarães da administração do banco e da presidência da comissão de auditoria, o regulador chamou à atenção para a Associação Mutualista, dona do banco, resolver as questões da definição do CEO, da comissão de auditoria e da composição dos órgãos sociais, soube o Jornal Económico.

A da Comissão de Auditoria já está resolvida.


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