As eleições antecipadas e o adiamento da data de divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia para janeiro de 2020 pode não ser suficiente para acalmar os mercados na perspetiva dos investidores, segundo a Reuters.
Vários responsáveis de gestoras de ativos, ouvidos pela agência na Reuters Investment Summit, em Londres, consideraram que independentemente do partido que saía vencedor do escrutínio, a convocação de eleições antecipadas para 12 de dezembro foi positivo, permitindo avanços no Brexit.
No entanto, por outro lado, receiam que o adiamento para o Brexit tenha reflexo num novo impasse quanto às negociações para um acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia e posteriormente com outros parceiros comerciais.
Os investidores temem que este impasse leve as empresas a adiar mais tempo do que o previsto investimentos, considerados necessários,.
“Não temos um acordo [com a União Europeia], temos apenas um divórcio e vamos enfrentá-lo. Um acordo de livre comércio é igualmente cheio de problemas e encruzilhadas no caminho”, disse Sonja Laud, responsável da Legal & General Investment Management, citada pela agência.
Didier Saint-Georges, responsável da Carmignac, alertou que “não vou acordar a um de fevereiro a pensar ‘é isto, agora tudo está claro'”.
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