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‘Brexit’ continua envolto em incerteza, dizem investidores

Gestores de ativos dizem que convocação de eleições antecipadas foi positivo, mas alertam para as consequências negativas de um novo impasse nas negociações para um acordo comercial.
11 Novembro 2019, 13h10

As eleições antecipadas e o adiamento da data de divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia para janeiro de 2020 pode não ser suficiente para acalmar os mercados na perspetiva dos investidores, segundo a Reuters.

Vários responsáveis de gestoras de ativos, ouvidos pela agência na Reuters Investment Summit, em Londres, consideraram que independentemente do partido que saía vencedor do escrutínio, a convocação de eleições antecipadas para 12 de dezembro foi positivo, permitindo avanços no Brexit.

No entanto, por outro lado, receiam que o adiamento para o Brexit tenha reflexo num novo impasse quanto às negociações para um acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia e posteriormente com outros parceiros comerciais.

Os investidores temem que este impasse leve as empresas a adiar mais tempo do que o previsto investimentos, considerados necessários,.

“Não temos um acordo [com a União Europeia], temos apenas um divórcio e vamos enfrentá-lo. Um acordo de livre comércio é igualmente cheio de problemas e encruzilhadas no caminho”, disse Sonja Laud, responsável da Legal & General Investment Management, citada pela agência.

Didier Saint-Georges, responsável da Carmignac, alertou que “não vou acordar a um de fevereiro a pensar ‘é isto, agora tudo está claro'”.


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