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HSBC enquanto luta contra multas lucra 3,68 mil milhões

O banco britânico HSBC informou ter registado um lucro de 3,68 mil milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 2% face ao mesmo período do ano passado. Em comunicado divulgado na Bolsa de Londres, o HSBC, considerado a segunda maior entidade financeira do mundo por capitalização, assegurou que […]
3 Novembro 2014, 12h31

O banco britânico HSBC informou ter registado um lucro de 3,68 mil milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 2% face ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado divulgado na Bolsa de Londres, o HSBC, considerado a segunda maior entidade financeira do mundo por capitalização, assegurou que o seu “modelo de negócio” é “sustentável”, apesar de as autoridades reguladoras estarem a ponderar impor multas a este e a outros bancos daquele país.

Por isso, no anúncio feito hoje sobre as contas do terceiro trimestre do ano, o HSBC adiantou ter reservado cerca de 303 milhões de euros para possíveis penalizações na sequência da investigação sobre eventual manipulação do mercado de divisas de que está a ser alvo.

A entidade financeira adiantou ainda que provisionou 470 milhões de euros para eventuais reclamações pela venda irregular de seguros de proteção de pagamentos.

“O terceiro trimestre foi um período de contínuo crescimento. [Nas contas] antes de impostos, aumentámos os lucros subjacentes em todos os nossos negócios globais e mantivemos um balanço sólido e uma forte capitalização”, sublinhou o diretor executivo do banco, Stuart Gulliver, na nota enviada ao mercado.

O diretor adiantou que o banco continua em conversações com a Autoridade de Comportamento Financeiro (FCA, na sigla em inglês) a propósito da investigação sobre as atividades do HSBC do “mercado de divisas de Londres”.

“Apesar de não haver certeza de que se consiga chegar a um acordo, é provável que este implique o pagamento de uma multa financeira significativa”, disse Stuart Gulliver.

Além do HSBC, outros bancos britânicos como o Barclays e o Royal Bank of Scotland estão a negociar com as autoridades financeiras daquele país um acordo sobre esta questão, que se pretende seja atingido antes do final do ano, o que obrigou todos os investigados a reservar valores substanciais para o caso de terem de pagar multas.

 

OJE/Lusa


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