O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, disse que o supervisor não podia impedir o aumento de capital que foi conduzido no BES pouco antes da queda do banco.
“Nenhuma entidade pública pode impedir” uma operação do género, embora a CMVM tenha exigido que no prospeto do aumento de capital fossem conhecidos os riscos do mesmo, declarou o responsável no parlamento.
Sobre esse prospeto, que teve 30 versões até se chegar ao texto final, Carlos Tavares sublinha que este continha um ‘draft’ (versão preliminar) que “o mínimo que se pode dizer é que não era verdadeiro”, já que não abordava as irregularidades na Espirito Santo International (ESI).
Falando aos deputados na comissão de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES), o presidente da CMVM considerou que, se o Banco de Portugal tivesse “toda a informação” que tem hoje, teria, “certamente”, agido de forma diferente nesta matéria.
Em junho de 2014, dois meses antes da separação da entidade, o BES procedeu a um aumento de capital de cerca de mil milhões de euros.
OJE/Lusa
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