A adesão dos funcionários judiciais à greve nacional da função pública foi muito elevada em tribunais como Palácio da Justiça, Tribunal do Comércio de Lisboa e Tribunal de Viana de Castelo, disse o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais.
Fernando Jorge indicou ainda o tribunal de Trabalho de Lisboa, o Tribunal de Loures e o da Moita como locais onde a adesão à greve foi muito elevada.
O dirigente sindical referiu que alguns serviços só não pararam porque os funcionários judiciais tiveram que cumprir serviços mínimos obrigatórios para processos considerados urgentes, em que há arguidos detidos , menores em risco ou providências urgentes ao abrigo da lei da Saúde Mental.
Estes serviços mínimos – explicou – são idênticos aos que funcionam nos tribunais de turno ao sábado, para despachar este tipo de processos que não podem ser adiados.
O SFJ deliberou aderir à greve nacional dos trabalhadores da função pública, considerando que as razões que as motivam são transversais a todos os servidores públicos.
“Desde logo porque não houve até ao momento uma resposta concreta, e muito menos concretizada no terreno, às propostas e reivindicações dos trabalhadores e porque se mantém os cortes salariais iniciados em 2011, o congelamento de progressão na carreira e o sistemático adiamento dos procedimentos de revisão da carreira”, refere o SFJ, em comunicado.
A questão da convergência dos regimes de aposentação sem salvaguarda os direitos adquiridos num total desrespeito pela negociação e contratação coletiva é outro motivo invocado para a adesão à greve.
OJE/Lusa
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