O reator número 4 da central soviética de Chernobyl explodiu durante um teste de segurança à 1h03 do dia 26 de abril de 1986, no que ainda hoje é considerado o maior acidente nuclear da história.
No dia em que se completam 30 anos sobre o acidente, é apresentada na FNAC Chiado, em Lisboa, a obra “Vozes de Chernobyl”, de Svetlana Alexievich, distinguida no ano passado com o Nobel da Literatura.
A sessão, marcada para as 18h30, conta com a participação da tradutora para português, Galina Mitrakhovich, da crítica literária e autora Filipa Melo e dos jornalistas José Milhazes e João de Almeida Dias.
O acidente em Chernobyl, ocorrido devido a um erro humano e a um defeito na conceção do reator soviético, lançou para a atmosfera mais de 200 toneladas de material radioativo, o equivalente a entre 100 e 500 bombas como as de Hiroshima, lançada no Japão em 1946 e que pôs termo à II Guerra Mundial.
A nuvem radioativa atingiu a Bielorússia, a Escandinávia e toda a Europa Central e obrigou mais de 350 mil pessoas a deixar as suas casas.
A central foi encerrada em 1995, após um acordo com o G7, sete países mais industrializados do mundo, que financiaram a operação em cerca de seis mil milhões de euros.
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