O mercado imobiliário em Portugal está a viver um bom momento após um período de crise acentuado no início desta década. Vários fatores estão agora a contribuir para este renascimento. O preço mais baixo dos imóveis premium face a outros países europeus, refúgio de investimento, sistema fiscal de outros países (França), vistos gold, fundos de investimento imobiliário que começaram a investir nestes ativos em Portugal e um aumento significativo do turismo provocaram uma procura acentuada que nem o IMI refreou. Claro que fatores como segurança, qualidade de vida, meteorologia e custo de serviços, em comparação com outros países colocam-nos numa posição cimeira.
Apesar do investimento ainda parecer ser atrativo com potenciais taxas de rendimento mais favoráveis e seguras face a investimentos alternativos (ações, depósitos a prazo, dívida pública, etc) é necessário avaliar as reais condições dos ativos imobiliários para que não haja surpresas que prejudiquem a rentabilidade ou qualidade do investimento.
A solução cada vez mais utilizada por profissionais ou investidores prudentes é o recurso à realização de uma Technical Due Diligence (TDD), estando essencialmente a versar sobre uma necessidade de um cliente garantir a boa condição de um ativo (imóvel), seja residencial, comercial ou industrial. Em suma, quem adquire um edifício realiza as “devidas diligências”, verificando que a sua aquisição não traz com ela custos acrescidos que não são imediatamente aparentes.
Um edifício é constituído por diversas partes ou sistemas com maior ou menor complexidade e que ultrapassam a percepção comum do edifício como a parte “construída”. Afinal, um edifício funcional compreende diversas instalações — elétricas, mecânicas, telecomunicações, segurança contra intrusão e incêndios – cujo bom funcionamento é crucial para a determinação quer do seu valor, quer dos custos de manutenção que um proprietário incorrerá futuramente com o mesmo.
No caso de edifícios existentes de tipo industrial, uma preocupação recorrente é a de adequação dos mesmos a novos usos. O vetor ambiental é aqui preponderante, especialmente porque nas propriedades industriais é necessário um particular cuidado com a presença de poluentes ou contaminantes, cujo não-tratamento poderia colocar em risco a saúde dos novos ocupantes ou utilizadores. Mais uma vez, no caso de estes problemas não terem sido identificados previamente, um novo proprietário poderia incorrer em grandes custos com a remediação de custos ambientais que não criou, mas que iria adquirir.
O Bureau Veritas possui a experiência e o saber fazer de um quadro de técnicos alargado que o tornam um parceiro de referência para alguns dos maiores promotores imobiliários mundiais.
Obter um parecer técnico de uma entidade idónea através da Technical Due Diligence é, assim, um modo de mitigar e gerir o risco associado a uma transação imobiliária.
Por Ricardo Lopes Ferro,
Diretor Executivo da Bureau Veritas



