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Bayer quer Monsanto por 56 mil milhões

O grupo farmacêutico alemão Bayer AG apresentou, pela terceira vez, uma proposta para comprar a empresa americana Monsanto, desta vez por 56 mil milhões de dólares, segundo dados divulgados pela agência Bloomberg. A maior operação do género envolvendo o sector agrícola juntaria o maior produtor de batatas do mundo, fornecedor de sementes e pioneiro em […]
6 Setembro 2016, 10h29

O grupo farmacêutico alemão Bayer AG apresentou, pela terceira vez, uma proposta para comprar a empresa americana Monsanto, desta vez por 56 mil milhões de dólares, segundo dados divulgados pela agência Bloomberg.

A maior operação do género envolvendo o sector agrícola juntaria o maior produtor de batatas do mundo, fornecedor de sementes e pioneiro em biotecnologia na área das colheitas com o fornecimento de produtos químicos para aquela indústria.

Os responsáveis da empresa germânica estão dispostos a pagar 127,5 dólares por ação, valor que está acima do apresentado no anterior fecho do mercado (107,44 dólares) e corresponde a uma subida de 2% face à anterior proposta, apresentada em julho.

No passado mês de maio, os alemães ofereceram 122 dólares por ação, subindo essa proposta para 125 dólares há dois meses. Citado pela Bloomberg, o analista Bill Selesky (Argus Research) admitiu, em junho, que a Monsanto poderia aceitar uma venda por 130 dólares/ação, enquanto outros analistas, da Sanford C. Bernstein, referiram que o negócio não se efetuaria por menos de 135 dólares/ação.

Em comunicado, a Bayer revelou que “uma transação negociada” pode concretizar-se desta vez, embora não assegurasse que o negócio seria realizado.

A realizar-se esta transação será mais um passo na consolidação do setor, depois de a ChemChina ter adquirido a Syngenta por 40 mil milhões de dólares e da fusão entre DuPont e Dow Chemical, que aconteceu em dezembro.

A Monsanto é a maior produtora de batatas com uma quota de 26%, seguida pela DuPont com 21%. A Bayer AG é o segundo fabricante de produtos químicos para a agricultura, com uma quota de 18%, atrás da Syngenta que conta com 19% do mercado.

De acordo com a Bloomberg, esta oferta assinala alteração nos papéis da empresa norte-americana que tentou, nos últimos anos, comprar a Syngenta AG em três ocasiões diferentes.


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