O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues afirmou esta tarde que “não parece haver qualquer problema” com a segunda comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), pedida pelo PSD e pelo CDS, ao abrigo do direito potestativo. Em resposta aos partidos da Direita, Ferro Rodrigues diz que rege a sua ação neste processo apenas ao abrigo da Constituição portuguesa.
“Por aquilo que li, julgo que cumpre em absoluto os termos regimentais e constitucionais, é um direito potestativo dos deputados e portanto penso que não vai haver qualquer problema”, disse Ferro Rodrigues aos jornalistas à saída de um almoço com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.
Questionado sobre o atual momento de crispação com a ala parlamentar da Direita, Ferro Rodrigues garante que “todas as instituições funcionam com absoluta regularidade, a instituição Presidente da República, a instituição Assembleia da República e a instituição Governo, o país está normal”. “A única camisola que eu não dispo é a da Constituição”, reitera.
Momentos antes do encontro com o Presidente, o CDS e PSD entregavam no Parlamento um requerimento potestativo para criação de uma nova comissão de inquérito à CGD, para averiguar as condições da contratação do anterior administrador do banco público, António Domingues, e a sua equipa, e todo o período até à sua demissão.
O almoço, agendado pelo Marcelo Rebelo de Sousa para serenar os ânimos no hemiciclo, foi marcado imediatamente antes do encontro do a líder do CDS, Assunção Cristas. Aos jornalistas, Ferro Rodrigues desdramatiza o encontro dizendo que se tratou apenas de “um almoço entre duas pessoas que se respeitam, se estimam, um almoço simpático como é sempre entre o Presidente da República e o presidente da Assembleia da República”.
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