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Ouvir com a pele e escrever com o cérebro. É isto que o Facebook está a desenvolver

Os nossos cérebros, juntamente com a cócleas dos ouvidos, possuem o poder de reconstruir a linguagem, e o ‘Facebook’ está a trabalhar em hardware e software para transmitir esses componentes para o corpo, através de mudanças de pressão e vibrações.
20 Abril 2017, 11h03

A ‘Facebook Inc.’ anunciou algumas ideias inéditas e surpreendentes sobre o futuro da comunicação.

A empresa de Mark Zuckeberg quer ir além do feed de notícias e até mesmo da realidade aumentada.

Durante dois dias de conferência da ‘Facebook’, a gigante de Silicon Valley revelou alguns dos segredos mais bem guardados pelo Building 8, uma equipa que trabalha em projetos ultra secretos e inovadores.

Ouvir com a pele e escrever com o cérebro é um dos objetivos da empresa.

Os nossos cérebros, juntamente com a cócleas dos ouvidos, possuem o poder de reconstruir a linguagem, e a ‘Facebook’ está a trabalhar em hardware e software para transmitir esses componentes para o corpo, através de mudanças de pressão e vibrações.

Durante a conferência ‘F8’, a empresa demonstrou um vídeo onde podia ver-se esta tecnologia a funcionar. No filme, uma engenheira da empresa repetiu palavras que lhe foram transmitidas através de sensores incorporados na manga da camisola. Palavras simples, como “azul” ou “cubo”, foram enviadas através de um smartphone, e a engenheira foi capaz de entender sem uma única palavra ter sido proferida.

À primeira vista, o conceito pode parecer inatingível, mas este tipo de tecnologias está mesmo a ser desenvolvido. A ‘Facebook’ está a trabalhar nesta tecnologia com o objetivo final de uma pessoa ser capaz de “pensar em mandarim”, e alguém instantaneamente “sentir em espanhol”.

“Estamos muito mais perto destes objetivos do que muitos pensam”, disse Regina Dugan, responsável pelo Building 8, citada pelo site Digital Trends. A empresa também está a trabalhar num projeto que pode permitir aos humanos escrever 100 palavras por minuto, usando apenas o cérebro.

Através do uso de sensores não-invasivos, a ‘Facebook’ mostrou uma paciente com esclerose lateral amiotrófica escrever algumas palavras apenas com a mente.

“Imagine o poder que esta capacidade daria aos 780 milhões de pessoas mundo inteiro que não sabem ler ou escrever – mas que certamente podem pensar e sentir”, apontou Dugan.

A equipa do Builing 8 acrescentou que este tipo de tecnologias não vai estar “no mundo real” este ano, mas… talvez em 2019.

 


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