A fabricante automóvel alemã BMW disse que está de volta ao “caminho” do lucro em 2021, após as perdas substanciais em 2020 fruto da pandemia de Covid-19, que reduziu as vendas da marca. A BMW também disse que terá cinco modelos totalmente elétricos disponíveis ainda este ano indo ao encontro da tendência do mercado, segundo a “Reuters”.
O encerramento das fábricas da empresa alemã no primeiro semestre de 2020 fruto dos confinamentos impostos em vários países, incluindo na Alemanha, levou a que muitos fabricantes automóveis antecipassem um ano desastroso. Ainda assim, à boleia do mercado chinês as vendas parecem ter ganho novo fulgor com a recuperação a acontecer a um ritmo mais rápido do que o esperado.
A BMW informou que teve lucro líquido de 1,79 mil milhões de euros no terceiro trimestre de 2020, valor 18% maior do que o ganho apurado no mesmo período de 2019. O EBIT da montadora alemã, por outro lado, recuou 16% na mesma comparação, a 1,92 mil milhões de euros. Já a receita da BMW sofreu uma queda anual de 1,5% no terceiro trimestre, para 26,28 mil milhões de euros.
Em 2020, o grupo alemão vendeu um total de 2.324.809 carros, entre as marcas BMW, Mini e Rolls-Royce. Segundo o grupo automóvel, as vendas na Europa caíram 15,7% e nos Estados Unidos decresceram 18% no total do ano, enquanto a China contrariou a tendência e verificou um aumento de vendas na ordem dos 7,4%. No resultado do quarto trimestre, o grupo vendeu 686.069 veículos, num aumento de 3,2% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Segundo o comunicado da empresa, a venda de veículos híbridos plug-in aumentaram 38,9% face ao período homólogo de 2019, “refletindo o forte interesse do consumidor nesta variante de condução”.
“O nosso desempenho no segundo semestre do ano demonstrou o quão forte é o Grupo BMW. Superámos o impacto de semanas de confinamento, que levaram ao encerramento de fábricas em todo o país”, disse o presidente-executivo da BMW, Oliver Zipse. “Iniciámos 2021 revitalizados e com um vento de cauda favorável”.
As vendas da BMW na China aumentaram 7,4% em 2020 em relação a 2019, compensando as quedas em outras regiões. Os consumidores chineses também ajudaram a impulsionar a rival da BMW, Daimler. O lucro da Volkswagen em 2020 caiu menos do que o esperado, novamente impulsionado pelo mercado chinês chineses. A BMW disse que, com exceção do segundo trimestre, permaneceu lucrativa ao longo de 2020.
Os investimentos em veículos elétricos, tecnologia de direção autónoma e conectividade significaram que os custos de pesquisa e desenvolvimento permaneceram altos em 5,7 mil milhões de euros, embora mais de 4% abaixo dos quase 6 mil milhões de euros que a BMW gastou em 2019.
A construtora alemã também cortou outras despesas de capital em mais de 30% durante o ano. A BMW registou um lucro antes de impostos para o ano inteiro de 2020 de 5,2 mil milhões de euros, o que representa uma queda de quase 27% em relação aos 7,2 mil milhões de euros no ano anterior.
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