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Germanwings: Depois da tragédia, procedimentos originais regressam em junho

A Associação do Transporte Aéreo Alemão (BDL) anunciou que as companhias aéreas irão reintroduzir os seus procedimentos originais de segurança na cabine. A medida entrará em vigor a 1 de junho.
28 Abril 2017, 19h25

As companhias aéreas alemãs consideram que a regra de duas pessoas na cabine de pilotagem não abarca benefícios de segurança. Depois do desastre com avião da Germanwings nos Alpes franceses em 2015, as investigações concluíram que o copiloto Andreas Lubitz causou deliberadamente a queda do avião, matando 150 pessoas.

A Eurowings, que se fundiu com a marca da Germanwings, é uma das companhias aéreas que cessa a exigência, segundo informa a BBC News. A Associação do Transporte Aéreo Alemão (BDL)  anunciou, no seu site, que as  companhias aéreas irão reintroduzir os seus procedimentos originais de segurança na cabine. A medida entrará em vigor a 1 de junho.

Também a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, flexibilizou as exigências de 2016 para permitir que as companhias aéreas individuais avaliem as suas próprias necessidades de segurança.

A Lufthansa é uma das maiores companhias aéreas do país e é um dos grupos que remove o requisito. As suas linhas aéreas incluem a Austrian Airlines, a Swiss Airlines ea Eurowings – que foi fundida com a Germanwings em 2015, um processo iniciado antes do acidente. No entanto, outras companhias aéreas na Europa afirmam que irão manter a regra de duas pessoas.

Mais tarde, os investigadores descobriram que Andreas sofria de problemas psiquiátricos, os quais tinha escondido dos seus colegas. O próprio acreditava que estava a perder a visão – embora não estivesse – e alegava que estava a tomar medicamentos psicotrópicos que o tornavam impróprio para voar. Desde o acidente Germanwings, algumas medidas adicionais de triagem para a saúde mental foram introduzidas para os pilotos.

 

 

 

 


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