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Fome afeta 11% da população mundial e aumenta pela primeira vez em dez anos

A ONU dá conta de que no ano passado se registou um aumento de 38 milhões no número de pessoas que sofrem de fome em todo o mundo devido, essencialmente, “à proliferação dos conflitos violentos e aos desastres climáticos”.
15 Setembro 2017, 14h48

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado esta sexta-feira mostra que a fome mundial está novamente a aumentar, depois ter registado decréscimos pálidos durante mais de dez anos. Ao todo mais de 815 milhões de pessoas sofrem de fome, o que equivale a cerca de 11% da população mundial.

São quase tantos como a população de todos os Estados-membros da União Europeia somados ao número de habitantes dos Estados Unidos. A ONU dá conta de que o ano passado se registou um aumento de 38 milhões no número de pessoas que sofrem de fome em todo o mundo devido, essencialmente, “à proliferação dos conflitos violentos e aos desastres climáticos”.

Destes 815 milhões, cerca de 155 milhões são crianças com idades inferiores a cinco anos de idade e que, acordo com o relatório da ONU, têm mais probabilidade de sofrer atrasos no crescimento por não consumirem o número de alimentos necessários ao seu crescimento.

Cerca de 520 milhões de pessoas com fome encontram-se na África, onde 11,7% da população não tem nada para comer. Seguem-se o continente africano, com 243 milhões de pessoas a passar fome (cerca de 20% da população africana) e a América Latina e Caraíbas com 42 milhões (6,6% da população).

Em 2015, haviam quase 777 milhões de pessoas subnutridas, correspondendo a 10,6% da população mundial.


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