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Regulador europeu reforça produção de vacinas com a aprovação de mais duas fábricas

A fábrica para a produção da vacina AstraZeneca/Oxford está localizada em Leiden, nos Países Baixos. Já a vacina da Pfizer/BioNTech será fabricada em Marburg, na Alemanha. Ao todo, existem agora oito fábricas que estão responsáveis pela produção destes fármacos no bloco europeu.
26 Março 2021, 16h35

A Agência Europeia do Medicamento (EMA), deu, esta sexta-feira, ‘luz verde’ para que mais duas fábricas no bloco possam avançar com a produção das vacinas da AstraZeneca/Oxford e da Pfizer/BioNTech.

De acordo com o “Financial Times”, a fábrica para a produção da vacina anglo-sueca está localizada em Leiden, nos Países Baixos. Esta fábrica em questão pertence à biotecnológica Halix, que se junta assim às outras três no espaço europeu que estão atualmente produzir a vacina da AstraZeneca na Europa. Já a vacina alemã será fabricada em Marburg, na Alemanha, fazendo com que o número de fábricas a produzir esta vacina suba, também, para quatro.

Além de ter reforçado a capacidade de produção no bloco europeu como forma de garantir que a meta de vacinar 70% da população europeia, até ao final do verão, seja cumprida, a EMA também aprovou que a fosse alterada a temperatura de armazenamento do fármaco da Pfizer/BioNTech, subindo de -25ºC para -15ºC.

Em comunicado, o regulador europeu informa que o Comité de Medicamentos Humanos da EMA “deu um parecer positivo para permitir o transporte e armazenamento de frascos desta vacina a temperaturas entre os -25º a -15ºC, ou seja, a temperatura dos congeladores farmacêuticos normais”, desde que isso aconteça “por um período único de duas semanas”.

A agência europeia explica que esta “é uma alternativa ao armazenamento a longo prazo das ampolas a uma temperatura entre -90º a -60ºC em congeladores especiais”.

A capacidade extra fornecida pela fábrica de Leiden poderá ajudar a aliviar o aperto no fornecimento de vacinas entre os 27 Estados-membros que que inicialmente não compraram mais doses da vacina alemã devido a preocupações de armazenamento.

A unidade da Halix é agora o centro da disputa entre Londres e Bruxelas. A Comissão Europeia já revelou ter intenções de apertar as restrições do mecanismo de exportações como forma de impedir que a AstraZeneca envie mais doses para o Reino Unido. Ursula von der Leyen, alertou esta quinta-feira que a AstraZeneca, que entregou aos bloco apenas 30 das 120 milhões de doses prometidas no primeiro trimestre, “terá primeiro que recuperar o atraso” e honrar seu contrato antes de poder exportar para fora do continente.

E embora alguns países tenham já barrado as exportações de vacinas para fora do bloco, apertar as medidas restritivas, pode também significar impedir que as vacinas cheguem a outros países.


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