A Finsolutia, a sociedade gestora especializada em crédito hipotecário, liderada por Nuno Espírito Santo é classificada de “Acima da Média” e com perspetiva estável, pela S&P.
“Somos a única empresa em Portugal com ranking de gestor de créditos especializados”, diz a empresa liderada por Nuno Espírito Santo.
A nota da S&P “reafirma o ranking da Finsolutia como Special Servicer of Residential Mortgages em Espanha e Portugal, de “Acima da Média”, com perspectiva estável em ambos os rankings.
Trata-se de uma certificação de processos, que significa que a Finsolutia está acima dos standards de mercado com benchmark a nível internacional.
A FinSolutia é uma empresa independente que fornece vários serviços de suporte à gestão de ativos, desde a due-dilligence do portfólio até a gestão dos imóveis recuperados por crédito incobráveis.
A FinSolutia foi criada em 2007 fruto de uma joint-venture entre o sócio fundador e duas instituições financeiras internacionais que entraram com o capital. No início de 2012, houve um management de buy-out e a FinSolutia tornou-se um servicer independente. A equipe de gestão de topo, incluindo o fundador que ainda está na empresa, atualmente tem participações significativas na sociedade, lê-se na nota.
Atualmente, a FinSolutia possui três centros de atendimento (um em Portugal e dois em Espanha), que são geridos pela mesma administração e partilham funções de suporte e plataformas de IT.
A partir de junho de 2017, a carteira global em Espanha da FinSolutia contabilizava um valor bruto de 1,458 mil milhões de euros, incluindo 0,498 mil milhões de empréstimos residenciais e imóveis recuperados por incumprimento de crédito, face a 1,159 mil milhões e 0,373 mil milhões, respectivamente, em dezembro de 2015.
O portfólio global em Portugal baixou ligeiramente ao longo do mesmo período para 0,347 mil milhões de euros face a 0,396 mil milhões no final de 2015. O total da carteira de crédito hipotecário residencial português aumentou para 0,264 mil milhões de euros, o que compara com 0,232 mil milhões no mesmo período, após ter registado um pico de 0,322 mil milhões de euros em dezembro de 2016.
A Finsolutia explica que “actualmente temos 3,2 mil milhões de euros de ativos sob gestão, 160 pessoas com escritórios em Lisboa e Madrid”.
O ranking da S&P é limitado à atividade da empresa como gestor especializado em créditos hipotecários residenciais em Espanha e em Portugal, apesar da empresa oferecer outros serviços, e de ser um Gestor de Crédito Especializado para vários tipo de créditos, por exemplo de créditos a empresas.
Mais recentemente lançaram a Plataforma de Originação de créditos hipotecários e entraram na gestão de cobranças de créditos ao consumo através da “mutualone.com”
A S&P diz que em 2016 e 2017, a Finsolutia participou nalguns negócios importantes em ambos os mercados como adviser, em parceria com os principais investidores internacionais.
No final de 2016 e início de 2017, a FinSolutia reestruturou as suas operações em Espanha e Portugal, respectivamente. A empresa estabeleceu uma unidade em cada país, incluindo funções de suporte para a manutenção da gestão de Crédito Especializado. Consequentemente, a FinSolutia nomeou um novo diretor de operações que também se juntou à equipe executiva. Da mesma forma, as equipes de gestão de Crédito Especializado, em cada país foram divididas por classes de ativos. A empresa teve uma taxa de rotatividade relativamente alta em 2016, porque a FinSolutia contratou 23 funcionários em Espanha e 17 em Portugal na sequência do plano de reestruturação.
Para sustentar a “perspetiva estável” atribuída à Finsolutia, a S&P refere que as operações de servicer estão bem projetadas e suportadas por um sólido sistema de Tecnologias de Informação. “A consolidação das mudanças implementadas aumentará ainda mais a eficiência, em nossa opinião”, diz a agência.
“Consideramos que a posição financeira da FinSolutia é suficiente. Baseamos este resultado na nossa avaliação das demonstrações financeiras da empresa de 2016, bem como nas contas da gestão, resultados e projeções de fluxo de caixa para 2017”, conclui a S&P.
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