[weglot_switcher]

Valor acrescentado bruto da silvicultura caiu 6,5% em volume

Em 2020, o saldo da balança comercial dos produtos de origem florestal registou um excedente de 2,3 mil milhões de euros, menor que o observado em 2019 (2,6 mil milhões de euros).
22 Junho 2021, 11h10

Em 2019, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura em Portugal diminuiu em volume (6,5%) e valor (4,2%), tendo o peso relativo do VAB da silvicultura na economia nacional decrescido para 0,4% — o mais baixo desde 2009, revela esta terça-feira, dia 22 de junho, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A produção diminuiu 3,7%, tendo as evoluções dos valores da produção da cortiça (-17,4%) e dos serviços silvícolas (-4,7%) sido determinantes para o resultado, revela o INE. O decréscimo da produção em volume (-5,3%) resultou de “evoluções negativas da generalidade dos produtos”, com exceção da madeira para energia que apresentou um aumento expressivo (+12,6%).

Em 2020, o saldo da balança comercial dos produtos de origem florestal registou um excedente de 2,3 mil milhões de euros, menor que o observado em 2019 (2,6 mil milhões de euros). Os produtos à base de cortiça constituíram o grupo com maior destaque, com um excedente comercial de 892 milhões de euros em 2020. As exportações de materiais e produtos industriais de origem florestal mantiveram em 2020 (ano marcado pela pandemia de Covid-19) o peso relativo de 8,6% na exportação total de bens.

Comparativamente a outros Estados-Membros da União Europeia, em 2018, Portugal situava-se em 11º lugar em termos de peso relativo do VAB da silvicultura no VAB nacional (0,5%), superando países com características mediterrânicas como Espanha (0,1%), Itália (0,1%) ou França (0,2%). Os países com maior importância relativa da silvicultura na economia eram a Letónia (2,2%), a Finlândia (2,0%) e a Estónia (1,1%).


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.