O Chega e a Iniciativa Liberal juntaram-se neste domingo às críticas do Bloco de Esquerda quanto à manutenção de Vítor Fernandes na presidência do Banco de Fomento, considerando que o gestor não tem condições para continuar no cargo após aparecer associado ao processo “Cartão Vermelho”, sendo uma das pessoas com quem o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi proibido de contactar pelo juiz Carlos Alexandre.
Ambos os partidos destacam ainda as ligações a Armando Vara, rotuladas de “notórias” pelo Chega, enquanto a Iniciativa Liberal sublinha que Vítor Fernandes acompanhou Vara e Carlos Santos Ferreira como administrador do BCP indicado pela Caixa Geral de Depósitos “no contexto da manobra de tomada de poder no banco”. Uma operação que os liberais acrescentam ter “evidentes motivações políticas”, as quais estão “em análise no âmbito de investigações em curso”.
O Chega dirigiu-se diretamente ao Governo de António Costa, defendendo que este tem a “imperiosa necessidade de assegurar que Vítor Fernandes cessa de imediato” funções executivas no Banco de Fomento ou qualquer outra instituição bancária, “sendo esta a única forma de garantir que não assistiremos no futuro próximo a uma desestabilização ainda maior do sistema bancário e financeiro”.
Por seu lado, a Iniciativa Liberal defende que “o papel fundamental que o Banco de Fomento vai assumir na gestão dos fundos europeus que o país irá receber nos próximos anos exige que os titulares dos seus órgãos de topo apresentem um perfil de absoluta idoneidade”. E recorda que o partido já tinha manifestado estar preocupado com a possibilidade de a instituição recém-criada pelo Governo “constituir um veículo para a colocação de clientelas políticas”, apresentando várias propostas com o objetivo de “assegurar a transparência das nomeações e da utilização dos próprios fundos”.
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