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Tem dificuldade em gerir o dinheiro nas férias? Há três conselhos que podem ajudar

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) os portugueses pouparam 12,8% do rendimento disponível, como reflexo das restrições da pandemia. Conheça três dicas que o poderão ajudar a gastar o seu dinheiro de forma mais eficiente e sem abdicar de tudo aquilo que as férias podem proporcionar.
Indonesia – Bali
20 Agosto 2021, 09h30

A pandemia de covid-19, apesar das suas restrições, fez com que a maior parte dos portugueses poupasse dinheiro que no período anterior à crise sanitária gastaria nas suas férias. Com o aproximar do regresso à normalidade, para o qual muito contribuiu o processo de vacinação, torna-se importante perceber de que forma pode gerir o seu dinheiro sem “exageros”, o que para muitas pessoas é difícil depois de tanta contenção.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) os portugueses pouparam 12,8% do rendimento disponível, como reflexo das restrições da pandemia. Para evitar “dizer adeus” às poupanças criadas, Oliver Sachgau, especialista em finanças pessoais e educação para investimentos da Vivid, sugere-lhe três dicas que permitirão gerir o dinheiro de forma mais eficiente este verão.

Tenha uma visão a longo prazo das poupanças

No meio de uma pandemia global, ter a saúde e poupanças intactas já é um bom começo. Portanto, é plausível que agora que as restrições estão a aliviar e o processo de vacinação a avançar, que as pessoas queiram aproveitar melhor este verão. Desta forma, é necessário começar a pensar nas poupanças de forma mais ampla: como poupar o valor desejado até ao final do ano?

É possível não comprometer em demasia o objetivo no verão, uma vez que as rotinas tendem a tranquilizar no outono e inverno. Por conseguinte, estabelecer metas realistas de poupança para cada mês, considerando os planos para essas alturas, significa que é possível economizar menos no verão e recuperar o atraso no inverno ou vice-versa.

Inspire-se no ano passado

Embora muitos desejem poder sair como antigamente, as restrições impostas pela Covid-19 forçaram a que os níveis de criatividade aumentassem. As noites em restaurantes ou bares transformavam-se jantares em casa com comida entregue, idas ao cinema foram substituídas por plataformas de streaming, e ir às compras passou a ser significado de uma montra online. De uma forma geral, todos estes cenários alternativos acabavam por ser mais baratos que os seus equivalentes, levando a uma poupança quase inconsciente. E, não existe razão para que isso não possa continuar. Ao incorporar alguns dos hábitos adquiridos durante o confinamento, os custos poderão manter-se algo semelhantes.

Torne a experiência em investimento um hábito

Durante o confinamento, verificou-se um aumento no interesse por investimentos. Uma vez que o mercado do jogo online encontrava-se igualmente encerrado, pelo menos nos meses iniciais, a curiosidade ou desejo por um rendimento extra levou a que as pessoas começassem a procurar outras formas de conseguir fazer dinheiro. Foi assim que as “meme stocks” como a Gamestop, AMC ou, mas recentemente, a dinamarquesa Orphazyme, que negoceia no norte-americano Nasdaq apareceram.

Embora exista sempre risco em investir, o mesmo deveria ser considerado um hábito financeiro. Quando bem feito, um investimento pode resultar num aumento das economias e, potencialmente, até num rendimento extra, que pode ajudar a tornar o orçamento individual ou familiar mais fácil.


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