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Rússia e Bielorrússia querem aprofundar laços económicos

Os presidentes Putin e Lukashenko encontraram-se esta quinta-feira no Kremlin e acordaram combater as sanções impostas por numerosos países com o reforço das relações entre ambos.
Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O governo de Lukashenko tem o apoio declarado de Putin
9 Setembro 2021, 22h16

O presidente Vladimir Putin e o seu homólogo bielorrusso Alexander Lukashenko concordaram em estreitar os laços económicos e novos empréstimos de Moscovo, numa tentativa clara de promover o combate ao isolamento internacional de que a Bielorrússia é alvo desde as eleições por muitos consideradas fraudulentas de agosto do ano passado.

“Primeiro, a base económica deve ser estabelecida antes de avançar no caminho político”, disse Putin, citado pelas agências internacionais, após a conversa entre ambos no Kremlin esta quinta-feira.

Os dois vizinhos concordaram numa coordenação mais rígida na política económica comum, mas não chegaram a decidir uma moeda comum – ao contrário do que alguns comentadores achavam possível. A Rússia continuará a fornecer grandes descontos na fatura do gás natural que abastece a Bielorrússia pelo menos até ao final do próximo ano. Depois disso, e sem que ficasse claro como o farão, os dois países pretendem integrar gradualmente os mercados de energia. Mas tudo pode ter a ver com o gasoduto North Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha e passa pela Bielorrússia

O Kremlin esclareceu ainda também que a Rússia transferir um novo empréstimo de 630 milhões de dólares para a Bielorrússia até ao final do próximo ano.

Iniciadas há três anos, as negociações de integração foram paralisadas depois de a Bielorrússia ter repentinamente considerado que a aproximação à Rússia estaria a ser exagerada; uma moeda única e outros mecanismos conjuntos estavam a ser estudados. Na altura, Lukashenko assumiu mesmo inesperadas posições anti-russas, o que motivou a admiração dos parceiros da União Europeia.

Mas tudo voltou a mudar depois das presidenciais de agosto de 2019. A partir daí, Lukashenko procurou maior apoio financeiro de Moscovo, principalmente depois de terem sido impostas sanções por parte dos Estados Unidos e da União Europeia em resposta à repressão aos manifestantes da oposição que contestavam os resultados. Os acordos alcançados esta quinta-feira devem ser finalizados pelas autoridades até o final do ano.

Desses acordos faz também parte um segmento militar: a Rússia está a intensificar a sua presença militar na Bielorrússia com o envio de caças Su-30SM para patrulhas conjuntas do espaço aéreo ao longo da fronteira comum. As forças de mísseis antiaéreos também iniciaram missões conjuntas na quinta-feira ao longo da fronteira oeste da Bielorússia, que faz fronteira com a Polónia (ou seja, com um pais da NATO.


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