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Lucros da EDP recuam 2% para 510 milhões

A elétrica anunciou hoje os seus resultados trimestrais.
4 Novembro 2021, 17h35

Os lucros da EDP subiram 21% para 510 milhões nos três primeiros trimestre de 2021 face a período homólogo.

“Os resultados dos primeiros nove meses de 2021 foram marcados pela positiva pela integração da Viesgo em Espanha e pelo bom desempenho das redes no Brasil, tendo sido penalizados pela subida dos custos com compra de energia no mercado Ibérico e por recursos eólicos abaixo da média. Os resultados dos nove meses de 21 suportam o guidance transmitido para 2021”, disse a elétrica em comunicado.

Já o EBITDA recorrente desceu 1% para 2.511 milhões nos primeiros nove meses. Fora as variações cambiais (-4% face a período homólogo) registou uma subida de 3%.

No segmento de renováveis, o EBITDA recuou 4%. “Apesar do desempenho da produção hídrica tenha sido acima da média na P. Ibérica e ainda que a capacidade instalada eólica e solar tenha aumentado 13% para 13,0 GW, estes impactos foram mais do que compensados por recursos eólicos 5% abaixo da média, e pelos efeitos negativos do Vortex polar nos EUA no mês de Fevereiro”.

Nas redes de eletricidade, o EBITDA recorrente registou um “forte crescimento de +43% para 948 milhões. Na Península Ibérica, os custos operacionais mantiveram a trajectória decrescente (-6% face ao período homólogo) suportados pela crescente digitalização da rede, e em Espanha o processo de integração da Viesgo continuou a avançar a bom ritmo, o que mais do que duplicou a dimensão das nossas operações em Espanha”.

Analisando o Brasil, o EBITDA aumentou 48% em euros, “suportado pela execução do plano de
investimentos em novos projectos de transmissão e reforço do capex de redes de distribuição, assim como o impacto positivo da actualização anual das receitas reguladas à taxa de inflação, que mais do que compensou a desvalorização de 11% do Real Brasileiro face ao euro”.

No segmento de serviços a clientes e gestão de energia foi penalizado pelo contexto atual de preços de energia e gás no mercado Ibérico, com o EBITDA recorrente a cair 66% face ao ano anterior. “Após um desempenho muito positivo da actividade de Gestão de Energia nos 9M20, os resultados desta área nos 9M21 foram penalizados pelo forte aumento dos preços da energia nos mercados grossistas, particularmente no 2T21 e 3T21, que implicou um aumento dos custos de produção e sourcing, bem como um impacto mark-to-market negativo nos contratos de hedging de energia”.

 


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