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Trabalhadores da Fundação Casa da Música em greve por “discriminações salariais” e “falsos contratos”

Os trabalhadores da Fundação Casa da Música filiados no sindicato Cena-STE realizam hoje um dia de greve pelo fim das condições precárias de trabalho. Na base das queixas estão as discriminações salariais, falsos contratos a termo e recibos verdes e ausência de carreiras, entre outras. Sindicato acusa administração de “inflexibilidade negocial”.
José Manuel Ribeiro/Reuters
26 Novembro 2021, 12h52

Os trabalhadores da Fundação Casa da Música realizam nesta sexta-feira, 26 de novembro, um dia de greve pelo fim das condições precárias de trabalho que “se arrastam há longos anos:”, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE). Sindicato diz que na base das queixas estão “discriminações salariais, falsos contratos a termo e recibos verdes, horários de trabalho abusivos, ausência de carreiras e diferenças salariais astronómicas. E acusam a administração de “uma completa inflexibilidade negocial”.

“Reunidos novamente em plenário, esta quinta-feira, confirmaram por maioria esmagadora a sua insatisfação e lamentam ser necessário chegar a este ponto”, avança o Cena- STE, realçando que “o atual conselho de administração, eleito em junho passado, mantém a postura dos anteriores e reforça-a, dizendo claramente: não há diálogo!”.

O sindicato sinaliza aqui a recusa em negociar qualquer medida com os representantes dos trabalhadores e defendem que “depois de anos de negligência das entidades públicas e privadas que gerem a Fundação Casa da Música, esperava-se outra responsabilidade, outra consideração por quem conhece, vive e acredita no projeto da Fundação Casa da Música: os seus trabalhadores”.


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