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Ucrânia: Líder separatista do Donbass prepara evacuação das populações

Denis Pushilin acusa Kiev de estar a preparar o assalto aos redutos separatistas do leste do país. Ao contrário, alguns analistas veem na evacuação a possível preparação de uma invasão do exército russo.
Reuters
18 Fevereiro 2022, 18h25

O líder dos separatistas ucranianos apoiados pela Rússia anunciou uma evacuação em massa das populações que vivem em Donbass, no leste do país, naquela que parece ser, segundo os analistas, uma forma de viabilizar a entrada do exército russo no território com o menor número possível de baixas civis.

Denis Pushilin, chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk (não reconhecida por Moscovo), anunciou que acredita que a Ucrânia planeia atacar a região separatista e que por isso iniciará uma evacuação em massa dos seus cidadãos para a Rússia. A República Popular de Luhansk, outro estado separatista apoiado pela Rússia mas também não reconhecido enquanto tal por Putin, anunciou planos semelhantes.

Ucrânia. Líder separatista pró- Rússia anuncia evacuamento de Donetsk

Pushilin disse acreditar que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, está a planear lançar uma ofensiva e que o exército bombardearia cidades e vilas nas áreas separatistas apoiadas pela Rússia. Em um comunicado em vídeo, Denis Pushilin afirmou que acordou com a liderança russa em preparar pontos de abrigo para a população na região de Rostov, no sudoeste da Rússia.

A Ucrânia negou as alegações de Pushilin. “Refutamos categoricamente os relatórios de desinformação russos sobre supostas operações ofensivas da Ucrânia ou atos de sabotagem”, disse Dmytro Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia. “A Ucrânia não conduz ou planeia tais ações no Donbass. Estamos totalmente comprometidos apenas com a resolução diplomática de conflitos”.

Recorde-se que houve um surto de combates ao longo da linha de frente do conflito esta semana. O Exército ucraniano disse que bombas disparadas de território controlado por separatistas atingiram um jardim de infância na quinta-feira, ferindo vários adultos.

Ao mesmo tempo, Vladimir Putin disse estar testemunhando um “agravamento da situação no Donbass”.

Entretanto, Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos, saudou a unidade da NATO ao longo da escalada da crise na Ucrânia e alertou novamente a Rússia para as duras sanções se o presidente Vladimir Putin avançar com uma invasão da Ucrânia.

Numa reunião com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, no início da Conferência de Segurança anual de Munique, Harris agradeceu à aliança por “tudo o que fez” durante a crise. “Continuamos, é claro, abertos e desejosos de diplomacia no que se refere ao diálogo e às discussões que tivemos com a Rússia, mas também estamos comprometidos: se a Rússia tomar medidas agressivas, garantimos que haverá consequências graves nos termos das sanções que discutimos. E sabemos que a aliança é forte nesse sentido.


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