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Moscovo foi o quinto parceiro económico da UE em 2021 e a energia russa foi o principal bem importado

Em 2021, a energia representou cerca de 60% das importações do bloco europeu à Rússia, totalizando 99 mil milhões de euros.
energia
7 Março 2022, 13h31

A Rússia foi o quinto parceiro económico da União Europeia (UE) em 2021, tendo exportado bens no valor de 89 mil milhões de euros e importado outros avaliados em 158 mil milhões de euros. De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat, os bens enviados para a Rússia representaram 4,1% do total enquanto que os produtos russos adquiridos totalizaram 7,5%.

A crise da Covid-19 fez com que as exportações e importações entre a UE e a Rússia caíssem em 2020, aproximando o défice comercial de 16 mil milhões de euros, fazendo deste o menor défice comercial entre 2011 e 2021 entre a UE e a Rússia. Nesta década, o défice comercial bo bloco europeu com a Rússia diminuiu de 89 mil milhões de euros em 2011 para 69 mil milhões de euros em 2021.

Tanto as exportações como as importações da Rússia diminuíram entre 2011 e 2021. As exportações da UE para a Rússia foram as mais elevadas em 2012 (118 mil milhões de euros) e as mais baixas em 2016 (69 mil milhões de euros), informa o Eurostat. Já as importações da UE da Rússia foram mais altas em 2012 (204 mil milhões de euros) e mais baixas em 2020 (95 mil milhões de euros).

De acordo com o gabinete de estatística europeu, a energia foi o produto mais comprado pelos 27 à Rússia em 2021.

A energia representou 62% das importações da UE da Rússia no ano passado (equivalente a 99 mil milhões de euros), indicando uma queda significativa de 14,2 pontos percentuais (pp. ), em comparação com 2011, quando a energia representou quase 77% das importações da UE provenientes da Rússia (148 mil milhões de euros).

Entre 2011 e 2021, as importações de energia da UE da Rússia foram mais altas em 2012 (157 mil milhões de euros) e mais baixas em 2020 (quase 60 bilhões de euros).

Os dados divulgados esta segunda-feira, surgem numa altura em que a ofensiva militar russa continua a ganhar terreno na Ucrânia. A resposta do Ocidente tem sido a aplicação de sanções a oligarcas e a empresas, o que tem resultado na saída de várias multinacionais da Rússia. O conflito, tem resultado  num aumento do preço dos combustíveis e da eletricidade em Portugal.

Cerca de 40% do gás natural importado pela Europa vem da Rússia, dependência que aumentou a preocupação dos governos no atual cenário de guerra.

Embora a Alemanha tenha suspendido a aprovação final do gasoduto Nord Stream 2, que permitiria aumentar as importações de gás da Rússia, os países europeus continuam dependentes do gás russo, enquanto intensificam as sanções financeiras contra Moscovo

A escassez de fornecimentos globais e a onda de inflação que afeta o mundo deixaram os governos europeus “entre a espada e a parede” segundo especialistas nesta área, especialmente a Alemanha, que tomou a decisão de reduzir suas fontes de energia nuclear.


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