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Invasão da Ucrânia estimula procura europeia por drones e mísseis norte-americanos

As abordagens acontecem numa altura em que países da Europa aumentam os orçamentos de defesa para atender a uma perspetiva de segurança cada vez mais incerta, com Alemanha, Suécia e Dinamarca entre os que prometem um aumento significativo nos gastos.
17 Março 2022, 17h51

Já são vários os países europeus que abordaram o governo dos EUA, em concreto o departamento de defesa, sobre a possibilidade de comprarem armamento, incluindo drones, mísseis e sistemas de defesa anti-mísseis, num movimento impulsionado pela invasão russa à Ucrânia.

A Alemanha, que está próxima de fechar um acordo para a compra 35 caças F-35 da Lockheed Martin, questionou o governo norte-americano com o objetivo de perceber se pode acrescentar sistemas de defesa contra mísseis balísticos à lista, segundo fontes familiarizadas com o assunto citadas pela “Reuters”.

Por sua vez, a Polónia, que divide fronteira com a Ucrânia, revelou intenções de comprar “com urgência” sistemas de drones ‘Reaper’ produzidos pelos Estados Unidos, segundo um funcionário do governo polaco.

Também estão a chegar pedidos de outros países da Europa Oriental, onde aliados querem adquirir armamento que a Ucrânia utilizou com sucesso contra as forças russas, incluindo mísseis antiaéreos Stinger e mísseis antitanque Javelin.

As abordagens acontecem numa altura em que países da Europa aumentam os orçamentos de defesa para atender a uma perspetiva de segurança cada vez mais incerta, com Alemanha, Suécia e Dinamarca entre os que prometem um aumento significativo nos gastos.

Os aliados europeus estão a “duplicar” os seus gastos em defesa, disse Mara Karlin, secretária assistente de defesa do Pentágono, na semana passada, após uma audiência no Congresso onde falou da “agressão russa que ameaça a integridade territorial da Europa”.

Como a venda de armas por empresas norte-americanas a governos estrangeiros requer a aprovação dos EUA, a Administração de Cooperação de Segurança e Defesa do Pentágono está a realizar reuniões semanais com a sua equipa europeia de gestão de crises para rever solicitações específicas relacionadas com a crise no leste europeu.

Para acelerar a aprovação do governo dos EUA para vendas e transferências de armas produzidas por empresas de defesa norte-americanas, o Pentágono já criou uma equipa para responder ao aumento da procura.

“O Departamento de Defesa está a explorar opções para atender às necessidades da Ucrânia, reabastecer rapidamente os stocks dos EUA e reabastecer os stocks esgotados de aliados e parceiros”, disse um alto funcionário da Defesa, acrescentando que o Pentágono está a trabalhar com empresas para perceber quais são as maneiras mais eficazes de “mitigar as restrições da cadeia de abastecimento”.


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