O Google Health desenvolveu um sistema de inteligência artificial (AI, sigla em inglês) que consegue detectar quais as mulheres que têm cancro da mama com base nos seus exames de mamografia, reduzindo assim os erros da observação humana informaram investigadores dos EUA e do Reino Unido, num novo estudo, esta quinta-feira.
De acordo com a publicação na revista cientifica “Nature”, é possível chegar à conclusão que a inteligência artificial (IA) tem o potencial de melhorar a precisão do rastreio do cancro da mama, que afecta uma em cada oito mulheres em todo o mundo, promovendo o diagnóstico precoce e, consequentemente, aumentando a taxa de sucesso do respectivo tratamento.
De acordo com a American Cancer Society, cerca de 20% dos cancros escapam à observação dos radiologistas e cerca de metade de todas as mulheres que fazem exames regulares ao longo de dez anos tem pelo menos um falso positivo.
Sabe-se que as mamografias de rastreio são considerada imperfeitas por detetarem apenas 80% dos cancros da mama, segundo o American Cancer Society. Mais da metade de todas as mulheres recebe um falso positivo a cada 10 anos, causando ansiedade e levando a tratamentos desnecessário que podem custar quase quatro mil milhões dólares por ano, estime a revista Health Affairs.
As descobertas do estudo, desenvolvido com a unidade DeepMind AI da Alphabet Inc, que se fundiu com o Google Health, em setembro, representam um grande avanço no potencial de detecção precoce do cancro da mama, disse um dos co-autores do estudo, Mozziyar Etemadi, do grupo Northwestern Medicine, em Chicago.
Dominic King, líder do Google Health no Reino Unido, disse que os resultados foram “realmente emocionantes” e mostrou como a IA pode ser usada para ajudar a rastrear cancros em estágios iniciais, quando a doença é mais difícil de detectar com precisão. O algoritmo foi treinado e testado em imagens não identificadas de de 25.856 mamografias no Reino Unido e de 3097 nos Estados Unidos.
A conclusão apontou para que o sistema de IA possa identificar cancros com um grau de precisão semelhante aos radiologistas especialistas, reduzindo, porém, o número de falsos positivos (menos 5,7% no grupo dos EUA e menos 1,2% no grupo britânico) e de falsos negativos (menos 9,4% no grupo dos EUA e menos 2,7% no grupo britânico).
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