A EDP criou um programa global para investir mais de 300 milhões de euros em projetos de impacto social até 2030.
Onde serão investidos estes 300 milhões? Segundo a empresa liderada por Miguel Stilwell d’ Andrade, “a EDP vai apostar na Transição Energética Justa através de uma estratégia de investimento social mais focada e alinhada com o seu propósito”.
Depois todos os projetos sociais serão enquadrados numa nova identidade comum – EDP Y.E.S. – You Empower Society, uma marca global e transversal a todas as geografias. “Todos os projetos de âmbito social desenvolvidos no grupo terão, a partir de agora, uma nova identidade comum – EDP Y.E.S. – You Empower Society –, uma marca global e transversal que permitirá contar uma narrativa integrada sobre os vários projetos sociais da EDP, destacando o seu impacto positivo na sociedade”, diz a empresa.
A EDP prevê investir mais de 30 milhões de euros por ano em projetos de impacto social e haverá uma nova área que irá assegurar a estratégia e coordenação global. O investimento, acima de 30 milhões de euros por ano, será feito através de diferentes veículos, como as fundações em Portugal, Espanha e Brasil e as diferentes unidades de negócio.
“O lançamento da 4.ª edição do fundo A2E (Access to Energy) – que apoia projetos de acesso a energia limpa em países em desenvolvimento – é uma das iniciativas a avançar já com o dobro do valor do financiamento em edições anteriores”, revela a EDP.
“Com o foco principal na Transição Energética Justa, a EDP vai investir em iniciativas no âmbito do combate à pobreza energética, da promoção do acesso à energia e de eficiência energética, e da implementação de soluções de acesso à energia solar ou mobilidade elétrica”, refere a empresa de electricidade. Esta é “uma aposta na qual a EDP se compromete a investir mais de 300 milhões de euros até 2030 através de um novo programa global de investimento social, que irá desenvolver, promover e coordenar as diferentes iniciativas nesta área”, lê-se no comunicado.
“A EDP demonstra assim o seu compromisso em acelerar a descarbonização e atingir a neutralidade carbónica, sem deixar ninguém para trás”, salienta a empresa que prevê-se que estas iniciativas de promoção de uma transição energética justa representem cerca de 45% deste investimento total até 2030.
Em paralelo, “a EDP mantém o acesso à Cultura como um eixo-chave da sua estratégia social. O grupo tem um largo histórico de investimento nesta área, que se reflete no seu papel em ativos como o MAAT, a Central Tejo ou o Museu de Língua Portuguesa no Brasil e acredita na relevância da cultura para o desenvolvimento das sociedades”, lembra a companhia.
“A emergência climática que vivemos exige ambição, compromisso e a colaboração de todos por uma transição energética mais rápida e justa. Ninguém pode ficar para trás neste caminho e é nesse sentido que a EDP está a reforçar a sua aposta num programa social mais ambicioso e com maior impacto nas comunidades. Queremos fazê-lo através de iniciativas de combate à pobreza energética e de acesso a energia, promovendo também a educação e a cultura. Na EDP, assumimos como missão gerar mudanças positivas e estou confiante de que o novo programa Y.E.S. será um importante contributo para atingir esse objetivo”, assume em comunicado Miguel Stilwell d’Andrade, presidente executivo da EDP.
Entre as ações previstas já em 2022 contam-se o programa Futuro Ativo Sines, o que a EDP diz ser “um exemplo de projetos de reconversão de centrais termoelétricas em centros de produção de energia verde, com o apoio a iniciativas de empreendedorismo sustentável, formação em energias renováveis ou melhoria das condições energéticas para as famílias”.
Outra das iniciativas previstas envolve a promoção do solar solidário em diferentes geografias, através das Fundações em Portugal, Espanha (com a Fundación EDP) e Brasil (com o Instituto EDP) que consiste na disponibilização de painéis fotovoltaicos, para produção de energia, em organizações não governamentais, famílias ou grupos mais vulneráveis.
Com a nova estratégia, a EDP assume ainda o combate à pobreza energética e a promoção da eficiência energética em comunidades mais carenciadas como uma das suas prioridades. “Em Espanha, já foram lançados vários projetos neste âmbito, estando previsto, já este ano, o desenvolvimento de iniciativas similares em Portugal com um investimento global superior a um milhão de euros. Adicionalmente, a EDP reforçou a parceria com a organização não-governamental Just a Change com a qual colabora desde 2018 no combate à pobreza energética”, refere a empresa.
“Ao reforço de investimento junta-se a criação de uma área de coordenação de impacto social (SICO – Social Impact Coordination Office) que terá a missão de maximizar o impacto social do grupo EDP, através da definição da estratégia global e coordenação dos projetos de âmbito social nas diferentes geografias e áreas de atividade, incluindo ações de voluntariado e parcerias com outras entidades”, segundo a EDP.
Fundo A2E duplica financiamento para projetos em África
A aposta em projetos que promovem o acesso a energia limpa em países em vias de desenvolvimento é outro dos compromissos reforçado com a nova estratégia de impacto social da EDP.
O Fundo A2E (Access to Energy), criado em 2018, lança a sua quarta edição esta terça-feira, dia 12, com o dobro do valor de financiamento: um milhão de euros para apoiar projetos em cinco países africanos – Moçambique, Nigéria, Maláui, Angola e Ruanda.
Além do reforço do montante global, o valor a atribuir por candidatura selecionada também é aumentado para um montante que pode ir de 50 mil a 150 mil euros. É uma mudança significativa que vai permitir desenvolver projetos mais robustos e com maior impacto nas comunidades, tanto no número de organizações apoiadas como no número de pessoas beneficiadas.
Nas últimas três edições, o Fundo A2E destinou 1,5 milhões de euros em 20 projetos, gerando benefícios diretos e indiretos a mais de um milhão de pessoas em sete países de África.
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